Há algum tempo venho tentando acreditar que o mundo está caminhando pra um lugar melhor, de maior compreensão, de mais tolerância, de mais inclusão. Inclusive o mundo da corrida. E tal não foi minha incrível satisfação ao me deparar com essa imagem na capa de uma revista de corrida feminina:
A corredora da foto e a revista fizeram muito por muitas mulheres. Chega de estereotipar. Chega de padrões. Tudo é pra todos. A corrida é pra todos. A novaiorquina Erica Shenck corre há 10 anos e não tem o típico corpo de corredora. E daí?!?! A própria editora da Women's Running disse que uma vez elogiaram o corpo dela "ela tem corpo de corredora" - só que na realidade, além de corredora, ela era anoréxica.
Acho que a gente precisa ser inundado de imagens diferentes, de tipos diferentes, de gostos diferentes em todas as áreas da nossa vida, simplesmente para quebrar algumas regras que foram embutidas na nossa mente de como as coisas devem ser, de como as pessoas devem ser. Apenas deixe as pessoas serem. E respeite.
Um beijo para a Caitlyn Jenner.
"Para as pessoas que se perguntam o que é isso: isso é sobre o que acontece a partir daqui. Não é só sobre uma pessoa. É sobre milhares de pessoas. É sobre nós aceitarmos uns aos outros." - Vale pra muita coisa, Caitlyn.
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Keep It Real: um post #nofilter
Lauren Fleshman e outros eventos por esse vasto mundo da web me deram um estalo recentemente. Pra quem não conhece, Lauren é uma corredora profissional de longas distâncias americana que mantém um blog Ask Lauren, escreve na Runner's World americana, tem uma parceria com a grife de moda fitness Oiselle e é mãe.
Ela é ATLETA PROFISSIONAL... corredora dos 10 mil metros. E tem celulite.
A questão aqui não é a celulite. É ela admitir que tem.
Lauren escreveu um texto uóóóótimo no blog dela, que se tornou viral em 2013. E o título é esse: Keeping It Real - ou mantendo a realidade.
O ponto central do texto é: o quão diferente a realidade é do que nos é apresentado por aí... seja nas capas de revista, nas passarelas, nos blogs, nos instagrams da vida. A realidade tá passando longe e a gente quer mais e mais viver num mundo com filtro HDR.
A Lauren disse que ficou super feliz em desfilar para a Oiselle na semana de moda de Nova York em 2013 e que se viu numa foto e se achou maravilhosa e tals. Mas aí percebeu que aquela Lauren da passarela passa um pouco longe da Lauren da vida real. E postou fotos dela no dia a dia para comprovar.
Essa é a Lauren da passarela: barriga tanquinho, postura de supermodel, bronzeada, deusa.
E essa é a da vida real uma semana depois do desfile:
Barriga sem prender a respiração, postura pós-treino e celulite na parte interna da coxa.
A Lauren, como eu, acha que está faltando realidade por aí e sugeriu que a gente divulgasse um pouco mais disso, nos nossos blogs, instagrams, etc. E sugeriu a hashtag #keepitreal.
Eu concordo com ela. Claro que eu também gosto de sair bem na foto. Mas a vida não tem filtro HDR e vez por outra a gente precisa ser lembrada disso. Eu mesma me vejo chateada às vezes com tanta foto de gente sarada, bronzeada, bonita, feliz e que corre rápido no meu instagram do @corre_gata. Pra se ter ideia, até as grávidas parecem um pouco irreais: todas lindas, sorridentes, alegres e atletas até o NONO MÊS e que engordaram tipo só 6 kg na gestação. Ou a realidade é muito diferente ou eu é que sou uma grávida muito azarada. Claro que sou feliz com a gravidez, mas também estou cansada, inchada, engordei mais de 10 kg em 30 semanas e não aguento ir do quarto até à cozinha sem ficar sem ar.
Bom, pra manter o pé na realidade, juntei algumas histórias #keepitreal que vi por aí.
Adoro por exemplo, a campanha da Dove, que mostra como muitas de nós temos uma visão distorcida da realidade da nossa própria beleza:
Ou que tal esse curta que mostra como seria patético se posássemos por aí como fazem as modelos nas capas de revistas:
No ramo da maquiagem, também somos todos irreais. Por isso faz tanto sucesso aquelas galerias de fotos de celebridades sem maquiagem, algo que eu, por exemplo, adoro ver.
Nesse quesito, minha amiga Fica Diva mostrou no blog dela vídeos de uma marca de cosméticos que provam que por trás de toda beleza perfeita, existe uma história diferente. É o caso da maquiadora que tem acne aguda, ou da jovem linda que revela o rosto e o vitiligo.
A questão toda é essa: a realidade é imperfeita. Por mais que queiram fazer a gente engolir que não é.
Hoje a minha porção de #keepitreal é essa: Na minha 1ª gravidez engordei 17 kg e me encaminho para o mesmo na 2ª. Eu como carboidrato por impulso... muito. Sou uma corredora que ainda não conseguiu atingir um pace médio de 6min/km. Tenho uma doença autoimune chamada psoríase que faz minha pele descamar nas orelhas, couro cabeludo, cotovelo e joelhos (por enquanto) e que um dia pode me causar dores nas articulações. Posso correr linda e magra em NY um dia, e gordinha, descabelada e esbaforida no Minhocão no outro.
Enfim, vamos depender menos do filtro de cor e ver a beleza mais #nofilter das coisas, né não?
#keepitreal
Ela é ATLETA PROFISSIONAL... corredora dos 10 mil metros. E tem celulite.
A questão aqui não é a celulite. É ela admitir que tem.
Lauren escreveu um texto uóóóótimo no blog dela, que se tornou viral em 2013. E o título é esse: Keeping It Real - ou mantendo a realidade.
O ponto central do texto é: o quão diferente a realidade é do que nos é apresentado por aí... seja nas capas de revista, nas passarelas, nos blogs, nos instagrams da vida. A realidade tá passando longe e a gente quer mais e mais viver num mundo com filtro HDR.
A Lauren disse que ficou super feliz em desfilar para a Oiselle na semana de moda de Nova York em 2013 e que se viu numa foto e se achou maravilhosa e tals. Mas aí percebeu que aquela Lauren da passarela passa um pouco longe da Lauren da vida real. E postou fotos dela no dia a dia para comprovar.
Essa é a Lauren da passarela: barriga tanquinho, postura de supermodel, bronzeada, deusa.
E essa é a da vida real uma semana depois do desfile:
![]() |
| Fotos do blog dela |
Barriga sem prender a respiração, postura pós-treino e celulite na parte interna da coxa.
A Lauren, como eu, acha que está faltando realidade por aí e sugeriu que a gente divulgasse um pouco mais disso, nos nossos blogs, instagrams, etc. E sugeriu a hashtag #keepitreal.
Eu concordo com ela. Claro que eu também gosto de sair bem na foto. Mas a vida não tem filtro HDR e vez por outra a gente precisa ser lembrada disso. Eu mesma me vejo chateada às vezes com tanta foto de gente sarada, bronzeada, bonita, feliz e que corre rápido no meu instagram do @corre_gata. Pra se ter ideia, até as grávidas parecem um pouco irreais: todas lindas, sorridentes, alegres e atletas até o NONO MÊS e que engordaram tipo só 6 kg na gestação. Ou a realidade é muito diferente ou eu é que sou uma grávida muito azarada. Claro que sou feliz com a gravidez, mas também estou cansada, inchada, engordei mais de 10 kg em 30 semanas e não aguento ir do quarto até à cozinha sem ficar sem ar.
Bom, pra manter o pé na realidade, juntei algumas histórias #keepitreal que vi por aí.
Adoro por exemplo, a campanha da Dove, que mostra como muitas de nós temos uma visão distorcida da realidade da nossa própria beleza:
Ou que tal esse curta que mostra como seria patético se posássemos por aí como fazem as modelos nas capas de revistas:
No ramo da maquiagem, também somos todos irreais. Por isso faz tanto sucesso aquelas galerias de fotos de celebridades sem maquiagem, algo que eu, por exemplo, adoro ver.
Nesse quesito, minha amiga Fica Diva mostrou no blog dela vídeos de uma marca de cosméticos que provam que por trás de toda beleza perfeita, existe uma história diferente. É o caso da maquiadora que tem acne aguda, ou da jovem linda que revela o rosto e o vitiligo.
A questão toda é essa: a realidade é imperfeita. Por mais que queiram fazer a gente engolir que não é.
Hoje a minha porção de #keepitreal é essa: Na minha 1ª gravidez engordei 17 kg e me encaminho para o mesmo na 2ª. Eu como carboidrato por impulso... muito. Sou uma corredora que ainda não conseguiu atingir um pace médio de 6min/km. Tenho uma doença autoimune chamada psoríase que faz minha pele descamar nas orelhas, couro cabeludo, cotovelo e joelhos (por enquanto) e que um dia pode me causar dores nas articulações. Posso correr linda e magra em NY um dia, e gordinha, descabelada e esbaforida no Minhocão no outro.
Enfim, vamos depender menos do filtro de cor e ver a beleza mais #nofilter das coisas, né não?
#keepitreal
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Meta: saia de corrida
Estabelecer metas é fundamental para que a gente avance nos treinos - isso é chover no molhado. Mas e quando você alcança uma meta e esquece de comemorá-la?
Não pode, não! Vamos rever isso now.
Eu que sempre fui adepta do legging preto que deixa tudo no lugar, por muito tempo tive o sonho de usar uma saia para correr. Uma saia-shorts, claro. Ensaiava comprar, mas sempre dava para trás porque achava que não era pra mim. Na viagem que fiz no começo do mês, uma das poucas coisas que estavam na minha lista de compras era a bendita saia. E por mais econômica que eu seja eu me permiti comprar a saia - sem me importar com o preço (isso é uma revolução, acreditem).
Depois que eu comprei e vesti, me senti tão feliz, tão gatinha que a cada porta de vidro que eu passava na rua eu parava para tirar uma foto do look.
E hoje eu me peguei pensando: depois de tanto tempo pensando que não era pra mim, aceitei que Yes, I Can. Eu posso, sim, vestir uma saia para correr. E posso por dois motivos: porque eu quero e porque eu me esforcei pra isso. Perdi horas de sono pra ganhar saúde e pernas mais finas que eu agora gosto de exibir na saia.
Claro que ainda falta muito para as pernocas ficarem nota 10: cuidar dos vasinhos, pegar um sol, dar uma definição muscuclar. Mas o que importa aqui é:
Em tempo: hoje rolou mimimi antes de sair para treinar. A bebê dormiu mal, eu dormi mal, enfim, quase não fui de novo. Mas chegando lá me senti tãããão bem. Fiz o treino inteiro, bonitinha. E ainda ganhei outro presente na volta: vesti uma calça que eu não devia usar há uns 10 anos... desde a época da faculdade. E vejam bem, ela não só serviu, como ficou larguinha!
Não pode, não! Vamos rever isso now.
Eu que sempre fui adepta do legging preto que deixa tudo no lugar, por muito tempo tive o sonho de usar uma saia para correr. Uma saia-shorts, claro. Ensaiava comprar, mas sempre dava para trás porque achava que não era pra mim. Na viagem que fiz no começo do mês, uma das poucas coisas que estavam na minha lista de compras era a bendita saia. E por mais econômica que eu seja eu me permiti comprar a saia - sem me importar com o preço (isso é uma revolução, acreditem).
| Pagando de gatinha |
E hoje eu me peguei pensando: depois de tanto tempo pensando que não era pra mim, aceitei que Yes, I Can. Eu posso, sim, vestir uma saia para correr. E posso por dois motivos: porque eu quero e porque eu me esforcei pra isso. Perdi horas de sono pra ganhar saúde e pernas mais finas que eu agora gosto de exibir na saia.
Claro que ainda falta muito para as pernocas ficarem nota 10: cuidar dos vasinhos, pegar um sol, dar uma definição muscuclar. Mas o que importa aqui é:
META: USAR SAIA DE CORRIDA - CHECK!
Em tempo: hoje rolou mimimi antes de sair para treinar. A bebê dormiu mal, eu dormi mal, enfim, quase não fui de novo. Mas chegando lá me senti tãããão bem. Fiz o treino inteiro, bonitinha. E ainda ganhei outro presente na volta: vesti uma calça que eu não devia usar há uns 10 anos... desde a época da faculdade. E vejam bem, ela não só serviu, como ficou larguinha!
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Estreia na pipoca
O fim de semana estava lindo. Temperatura baixa e sol brilhando. No sábado, nas redes sociais, fotos e mais fotos de gente se divertindo outdoors e elogiando a beleza do dia.
Estava de folga e aproveitei o sábado para reencontrar minha amiga esteira só por uns poucos kms (5,5) e rever os aparelhos de musculação após semanas. À noite, ficamos em casa relaxando e pensei, por que não?
O despertador estava preparado para 06h05, mas a baby acordou chorando por volta de 4h50. Tirei um rápido cochilo, vesti a saia nova, a camiseta e o casaquinho, peguei o bilhete do ônibus e fui porque era no Jockey, bem perto de casa.
Fiquei um pouco sem graça de chegar na pipoca mas aí percebi que não estava sozinha. Tinha muita gente sem a camiseta da prova. Gente que vai acompanhar amigo, gente que vai aproveitar o percurso, e gente como eu que curte prova de rua bonitinha, organizada, mas que tá sem dinheiro pra pagar inscrição e ganhar camiseta.
Prós: 1) a corrida me custou míseros 3 reais - o dinheiro do busão. 2) o dia estava lindo. 3) corri na rua e na areia dos cavalinhos do Jockey (eguinha pocotó, oi?) 4) pus mais 10k na conta 5) pude beber água no percurso, ninguém se recusou a me dar. 6) como a corrida tinha 3 distâncias 5,5, 10 e 21k tinha gente com níveis diferentes, trajetos diferentes e ninguém se amontoou pelo caminho.
Contras: 1)Não ganhei a camiseta e 2) no finalzinho, fui direcionada para a área dos "sem chip" e não passei na linha de chegada.
Mas foi delicinha e ainda saí em muitas fotos em sites de corrida! Todas impublicáveis porque saí horrorosa, mas saí.
Não sou expert em fotos de corridas de rua, mas aprendi algumas coisas:
- se você curte ser fotografada, não fique tímida só porque está sem o número da prova, os fotógrafos vão te clicar do mesmo jeito, então sorria, faça uma pose.
- não faça como eu que, me sentindo sem graça, usei um casaco pra disfarçar a cor da camiseta. Use uma roupa chamativa que vai ser mais fácil achar sua foto entre as não-identificadas. Alguns sites de fotos de corrida têm até opção de busca por cor da camiseta.
Estava de folga e aproveitei o sábado para reencontrar minha amiga esteira só por uns poucos kms (5,5) e rever os aparelhos de musculação após semanas. À noite, ficamos em casa relaxando e pensei, por que não?
Por que não acordar às 6 da manhã de domingo e ir correr na pipoca da Meia de Sampa?
O despertador estava preparado para 06h05, mas a baby acordou chorando por volta de 4h50. Tirei um rápido cochilo, vesti a saia nova, a camiseta e o casaquinho, peguei o bilhete do ônibus e fui porque era no Jockey, bem perto de casa.
Fiquei um pouco sem graça de chegar na pipoca mas aí percebi que não estava sozinha. Tinha muita gente sem a camiseta da prova. Gente que vai acompanhar amigo, gente que vai aproveitar o percurso, e gente como eu que curte prova de rua bonitinha, organizada, mas que tá sem dinheiro pra pagar inscrição e ganhar camiseta.
Prós: 1) a corrida me custou míseros 3 reais - o dinheiro do busão. 2) o dia estava lindo. 3) corri na rua e na areia dos cavalinhos do Jockey (eguinha pocotó, oi?) 4) pus mais 10k na conta 5) pude beber água no percurso, ninguém se recusou a me dar. 6) como a corrida tinha 3 distâncias 5,5, 10 e 21k tinha gente com níveis diferentes, trajetos diferentes e ninguém se amontoou pelo caminho.
Contras: 1)Não ganhei a camiseta e 2) no finalzinho, fui direcionada para a área dos "sem chip" e não passei na linha de chegada.
Mas foi delicinha e ainda saí em muitas fotos em sites de corrida! Todas impublicáveis porque saí horrorosa, mas saí.
Não sou expert em fotos de corridas de rua, mas aprendi algumas coisas:
- se você curte ser fotografada, não fique tímida só porque está sem o número da prova, os fotógrafos vão te clicar do mesmo jeito, então sorria, faça uma pose.
- não faça como eu que, me sentindo sem graça, usei um casaco pra disfarçar a cor da camiseta. Use uma roupa chamativa que vai ser mais fácil achar sua foto entre as não-identificadas. Alguns sites de fotos de corrida têm até opção de busca por cor da camiseta.
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