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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gestante lesionada

Domingão de folga e eu super entusiasmada para aproveitar o dia fresco no interior para caminhar no parque. Até instagrei uma foto fofa do meu trote-gestante no parque e voltava animada para casa quando...

Meu pé começou a doer.

Era uma dor daquelas internas, que não parecem ser musculares. Fiquei revoltada na hora. "Não é possível. Eu estou andando na velocidade de uma tartaruga. Um pace ridículo de 12' por km! Estou grávida de 25 semanas. Estou LENTA. Eu não posso ter sofrido uma lesão agora."

LESÃO.

Só de pensar na palavra fico com raiva, fico assustada e aflita. Lembro da fratura por estresse, da dor na lombar, do tempo de molho, da angústia de não poder correr por meses...

Mas peraí. Eu não vou poder correr por meses. De qualquer jeito;


Quando esse pensamento veio, de repente me dei conta. Eu estou GRÁVIDA. Eu realmente não vou poder correr por meses.

Fiquei mais aliviada, confesso. Decidi passar uns dias sem caminhar na esteira. Talvez tente a bicicleta sentada, ou o transport, mas sempre com frequencímetro e apenas se me sentir confortável. Os exercícios na musculação eu consigo fazer porque não vou forçar a pisada em nenhum deles.

Mas é bom me lembrar disso de vez em quando: lesões existem. Previna-se sempre.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O stress da fratura

Costumo ler o Run Ju Run, blog da Ju, corredora de BH e meio que acompanhei um período chato que ela está passando por não poder correr. Perguntei num comentário o motivo e ela até fez o post pra responder a essa dúvida que várias pessoas tinham. A coincidência é que a Ju teve uma fratura por stress, algo pelo qual eu também já passei e jamais tinha pensado que pudesse acontecer e que pudesse demorar tanto para passar.

Faz muito tempo, foi mais ou menos em dezembro de 2009. Eu estava super feliz correndo, participando de provas de 10 km e me inscrevi para a última etapa do Circuito Adidas daquele ano. Só que uns 20, 25 dias antes da prova eu senti uma dor na canela (eu falo canela mesmo).

Perguntei informalmente para um amigo professor de academia o que podia ser e ele sugeriu passar um cataflan e usar um pouco de salompas pra passar a dor, caso fosse um problema muscular. Eu segui o conselho dele e simplesmente continuei treinando. Treinei e fui até correr a prova de 10 k em dezembro.

Adereço: salompas na perna
(Abafa que eu era meio gordinha mesmo - meu old self)

A corrida não foi tão ruim. Senti a mesma dor do começo ao fim mas estava administrável e acabei a prova me sentindo bem, com aquela sensação de dever cumprido. E crente que a dor eventualmente iria passar.

Mas não passou.

Não conseguia mais correr e para caminhar estava doendo demais. Por umas duas semanas no trabalho eu vim lotada de salompas e mancava pra andar. Foi um saco, saco, saco.

Decidi ir no ortopedista. ele tirou um raio-x e viu alguma coisa ali, mas pediu uma ressonância magnética para ver melhor.


O resultado me chocou: aquilo era uma fratura por stress, meu osso estava lascado, rachadinho e aquilo causava uma dor enorme. O ortopedista foi taxativo: "você não pode correr" e ainda por cima tive que fazer mais de 20 sessões de fisioterapia para aliviar a dor.

Foi muito ruim porque eu descobri isso num período de férias, quando eu não tinha dinheiro para viajar e ia ficar o tempo todo em casa. Antes, eu tinha planejado passar as férias treinando, correndo na rua, e então o único programa grátis que eu poderia fazer foi por água abaixo. E o pior, eu só ia passar as férias comendo, comendo, comendo... iria engordar horrores.

Chorei muito com essa notícia e com tudo isso que eu pensei na hora. Fiquei muito chateada. Entendi que tudo aconteceu porque eu simplesmente saí correndo, sem preparo físico, sem fortalecimento muscular. Musculação, eu, imagina!? Eu achava um saco ter que usar os aparelhos da academia do prédio. Só ia lá, corria uma hora na esteira e voltava pra casa. Aí a tíbia escangalhou. My fault.

Um pequeno risquinho = um grande problema

Bom, parei com tudo, fiz a fisio e a volta à corrida demorou um pouco. Eu voltei a caminhar e ensaiei a corrida. Mas sempre ficava com uma "sensação" no lugar e com medo de me machucar de novo. Usava muito gelo no local. Tudo - tudo mesmo - demorou muito a passar. Mas passou. Confesso que não lembro muito desse período de 6 meses, mas um dia eu recomecei e hoje estou aqui.

Eu deveria ter aprendido a lição e seguido firme com a musculação, mas não fiz de novo e esse ano tive dores fortes na coluna, o que retardou e atrapalhou os treinos. Mas tenho fé que um dia vou ser 100% disciplinada e fazer tudo certinho (oi?!). Só sei que outra fratura dessa eu não quero ter nunca mais.

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