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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Corre de Tiffany, gata

Eu adoro viajar e eu adoro correr então nada mais natural do que a vontade de unir o útil ao agradável, não é?

E eis que nesse fim de semana rolou mais uma corrida feminina MARA que me deu vontade de superar os kms e gastar alguns dólares... mas claro que daqui alguns anos :D

Foi a Nike Women Series DC... corrida feminina da Nike de 21 km que aconteceu nesse fim de semana em Washington, nos EUA. Ela também tem uma edição em San Francisco, na outra costa americana.


As duas me deixaram com água na boca. A inscrição é meio muito salgada para o paladar: US$ 175. Mas gente, vejam bem. Além dos frufrus todos, de correr nessas cidades lindas com um visual incrível, as felizes que completam a prova são recepcionadas por bofes de terno que lhes entregam a medalha da prova - um pingente especial que vem naquela caixinha azul dos nossos sonhos - da TIFFANY & CO!

(PLOFT...MORRI)

No Instagram tem imagens divertidas das concluintes sendo carregadas no colo pelos boys no fim da prova e claro recebendo os pingentes da Tiffany & Co. Inveja...

Virei pro marido e comentei que quero fazer essa prova um dia... claro que no futuro, quando as meninas já estiverem maiorzinhas pra fazer essa viagem - ou pela costa oeste dos EUA, e aí eu faria a San Fran - ou para fazer a viagem NY + Washington e correr em DC no meio de praças floridas e monumentos. E a resposta foi com as sobrancelhas levantadas: tá pensando que tá rica é? Vai ter que trabalhar mais pra pagar todas essas viagens com corrida que você quer fazer.

Reprodução do IG #werundc
#corredeTiffany,gata! Porque se mulher e corrida combinam, e mulher e joias combinam, imagina juntar as três!!!




terça-feira, 11 de março de 2014

Para as corredoras, com amor

Tem gente que não gosta de "comemorar" o Dia da Mulher. Não por machismo, mas por acreditar que ele na verdade só ameniza um problema que é a falta de respeito com a qual a maioria das mulheres tem que lidar nos outros dias do ano.

Não condeno a data, mas também não chego a fazer uma festa. O motivo é que eu sou a favor da campanha respeito sempre, respeito que não se conquista apenas com uma rosa e uns bombons em dias especiais.

No Brasil Post, uma articulista pedia respeito para poder sair de short na rua sem ser assediada ou sem pensarem que ela está se oferecendo por exibir as pernas. Outra coisa que ela pedia, era para não sentir vergonha de correr sem camiseta, e só de top, enquanto os homens no parque correm à vontade com o peito nu e ninguém os incomoda, ou olha, ou julga, ou sei lá mais o que de agressivo eles possam sofrer.  

No mundo das corredoras, tem muitas mulheres que me inspiram muito.

Corre Paula, por exemplo,  é mãe solteira de uma menina linda. Da conta da filha, trabalha, rala, e ainda corre ultras. Sua paixão pela corrida é uma coisa que dói na pele e ela vive a vida com muita leveza, sem cagar regras ou indicar receitas com whey protein ninguém. Pura garra.

Ela correu o El Cruce com a Gabi Manssur, uma promotora de justiça, mãe de dois meninos, linda, fashion, e que ainda trabalha procurando justiça para as mulheres que sofrem violência.

A Debs, tem uma multidão de seguidoras no Instagram. Dentista, mãe da Duda, casada e feliz, mostrou nas suas redes sociais a determinação e o bom humor necessários para cuidar da vida e correr pela primeira vez uma maratona em Berlim, em 2013. E desde o final do ano, virou fonte de inspiração ainda maior quando revelou a todas que precisava tratar um câncer e hoje está fazendo químio, correndo careca, superando as próprias dificuldades para se ajudar e ajudar muitas outras que enfrentam essa e outras batalhas.

A Giselli, criou o Divas que Correm há um ano.  O blog conta as histórias dela e de outras Divas da vida real com a corrida. No Dia da Mulher, ela promoveu um treinão em SP que reuniu dezenas e sempre levando em conta a diversidade e a realidade da mulher corredora brasileira. 

E tem muitas outras que me inspiram, motivam, divertem, me fazem torcer por elas como a Run Ju Run, a Camys Pensando Magro e tantas outras que a gente conhece aqui nesse mundão louco da internet. Sem falar nas musas da vida real: tipo a minha amiga Ana Julia que corre de São Silvestre à Pampulha e me deixa cheia de orgulho com frases do tipo: "eu não quero emagrecer mais, senão fico sem bunda - tá bom assim!" (E não deixa de curtir sua cervejeira eventualmente). Ou a Lilian que corre pela vida, nada, pedala e gosta de vários esportes mesmo tendo que lidar um uma condição chata que muitas vezes tenta abalar suas estruturas mas que não consegue. 

Solteiras, casadas, divorciadas, viúvas, jovens, mães, veteranas, magras, gordinhas, baixas, altas, que buscam saúde, disposição, um corpo mais bonito, um corpo mais forte, sonhadoras, lutadoras. Só posso dizer que nesse mundo, nós corredoras somos todas vencedoras, não importa se nossas medalhas dizem 5, 10, 21ou 42k. Todas muito diferentes e ao mesmo tempo com uma mesma paixão. 

Que venham mais corridas e corredoras para esse nosso mundo ficar melhor.

Feliz dia, ou melhor, Felizes 365 dias, Corredora.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Baby #2: vem aí mais uma gatinha

Tudo ia de vento em popa com a corrida e com o blog: treinos certinhos, provas de rua, blog crescendo com facebook, instagram e tudo mais, a balança marcando cada vez menos. Estava me sentindo mais magrinha do que nunca! Tirando a dor na lombar, eu já me via correndo a São Silvestre no fim do ano, como eu tinha prometido e ganhado a aposta do meu marido, que seria obrigado a correr comigo.

Aí começaram as inscrições para a São Silvestre... e eu estava atrasada. (Se é que vcs me entendem)

Na véspera do meu aniversário corri a Fila Night Race. Fiz meu melhor tempo nos 5k, mas ainda assim foi EXTREMAMENTE cansativo. Na semana seguinte o treino foi uma lástima, não havia fôlego nem forças pra correr meros 6 km.

E alguns dias depois, com exame caseiro feito, veio a explicação: BABY #2 ESTAVA A CAMINHO.

Fiquei muito feliz com a notícia, porque eu sempre tive a certeza de que queria dar um(a) irmã(o) para a minha filha. E por esse bem maior para a minha família, a corrida teria que dar vez para um outro momento dessa mãe de 32 anos.

Assim que tive a notícia pensei: não quero fazer como na primeira gravidez, quando parei completamente e ganhei 17 kg. Eu quero ser uma mãe ativa, não precisa ser obcecada com o fitness, mas uma mãe saudável. Correr mesmo não era mais uma opção - a minha obstetra não recomenda e eu aceito isso. Essa é uma opção que varia de mulher para mulher, de obstetra para obstetra. Mas eu já tinha decidido que correr seria impactante demais.

Decidi caminhar e fazer exercícios leves: nada contra grávidas FIT, mas eu quero ser apenas uma grávida SAUDÁVEL.

Mas tem uma coisa que toda grávida aprende: o primeiro trimestre é absolutamente exaustivo. Eu já tinha lido por aí que gerar um bebê é quase tão cansativo quanto correr uma maratona por dia. E mesmo não lembrando disso da primeira gravidez, realmente parece verdade. Simplesmente não há forças para nada. Entre os momentos em que não estava enjoada, com azia, trabalhando e cuidando da Olivia sobrava pouco tempo até para pensar em me mexer.

Foi bem nessa vibe que eu não corri a M5K, a corrida feminina patrocinada pelo McDonald's em 20 de outubro. Eu estava super a fim!! Até pedi pra minha obstetra que me liberou para fazer o percurso caminhando. Mas além do cansaço extremo, na véspera da corrida  a nenê passou a madrugada doente. Eu dormi só duas horas naquela noite. A camiseta com número de peito passou a noite arrumadinha em cima da mesa, mas não rolou. E realmente, daquele jeito, eu não teria conseguido nem me arrastar 2 km, que dirá caminhar 5 km?

Bom, o primeiro trimestre já foi. A notícia da chegada da minha futura corredora já foi revelada aos amigos e agora, como aval dos médicos, fui liberada para os exercícios. Como a exaustão extrema passou,chegou a hora de me mexer... devagar e sempre. Na minha primeira semana liberada já testei 3 modalidades gestante-friendly. Conto o resultado depois.



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