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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mães e bebês que correm - e quebram recordes

Não é fácil ser mãe que corre. Quem corre especialmente longas distâncias sabe que o foco na corrida é definitivo pra atingir uma meta. Ninguém acorda de um dia pra outro e diz, "acho que hoje vou correr 30 km" - sem que tenha dedicado tempo e reflexão sobre o tema. Mas quando a gente vira pai e mãe o foco muda. Você não é mais o centro das suas atenções e corre quando dá, quando a agenda dos filhos permite.

Mas a corredora sempre dá um jeito. 

Jessica Bruce não só treinou, como correu uma maratona apenas 7 meses depois do nascimento do filho Daniel. Detalhe: o bebê foi com ela empurrado no carrinho. Detalhe 2: a britânica pode ter quebrado o recorde mundial por ser a mais rápida a correr uma maratona empurrando um carrinho com bebê


Ela e o marido já eram corredores de alta performance antes do filho, claro, e por isso ela conseguiu esse condicionamento tão rápido. Voltou a treinar 4 meses após o parto.

A história saiu na Runners World gringa  . O marido correu ao lado de Jessica e do carrinho para dar aquele apoio e ajudar a abastecer o Daniel com sua mamadeira.  O Daniel, aliás, dormiu praticamente a corrida inteira, só acordou lá pelo km 32 pra mamar. 

Entendam que: correr uma maratona em menos de 4 horas já é fod@. Imagina fazer o tempo de 3 horas e 17 minutos empurrando um carrinho! A confirmação do recorde de Jessica deve sair em meados de novembro.

Eu nunca corri empurrando carrinho. Não sei se as crianças ficam realmente confortáveis ali. Mas vi muitas mulheres recorrendo aos carrinhos de bebê especiais para corrida (jogging strollers) nas viagens que fiz ao exterior. As mães corredoras realmente usam e correm com seus bebês aparentemente despreocupadas e despreocupados. Curtem o balancinho juntos. Acho que, obviamente, o esforço é ampliado para a corredora, mas se a corrida tá no sangue, a mãe se adapta.

Em tempo, um carrinho de bebê especial para correr custa cerca de R$ 1,5 mil, um modelo simples. Na hora de comprar precisa fazer um teste para a altura da mãe, e claro, garantir o mais importante: A SEGURANÇA DO BEBÊ! Checar cintos de segurança, freios e o conforto da criança. 

#NoExcuses

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

#NoExcusesNoah

Faz tempo que eu não posto aqui por - olha ironia - falta de tempo. Mas consegui uma brecha depois de me inspirar na história de um cara sensacional que eu vi no programa da Ellen DeGeneres.

Noah Galloway entrou para o exército americano após os atentados de setembro de 2001. E foi gravemente ferido em combate. Ele perdeu parte da perna e do braço direitos num ataque em 2005.

Voltou pra casa arrasado. Passou a beber, fumar, só ficava em casa. Até que decidiu mudar.

Se matriculou numa academia 24 horas e foi malhar de madrugada porque tinha vergonha do corpo.

Começou correndo 5k, 10k, 42k.

Passou a fazer corrida com obstáculos.

Malhou muuuuuito.

E desde então ficou assim:

"Todas chora"
Personal Trainer, 33 anos, 3 filhos, capa da Men's Health americana e com esse corpitcho.

Seu próximo passo é um Ironman.

Galloway tá no insta e no face (corre lá, gentche! @noahgallowayathlete).

Ele usa a hashtag #NoExcusesNoah pra motivar aqueles que acham uma desculpa pra tudo na vida.

Mais sobre o gato, aqui > Men's Health

Dinada, gatas ;)

Reprodução: Facebook


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Keep It Real: um post #nofilter

Lauren Fleshman e outros eventos por esse vasto mundo da web me deram um estalo recentemente. Pra quem não conhece, Lauren é uma corredora profissional de longas distâncias americana que mantém um blog Ask Lauren, escreve na Runner's World americana, tem uma parceria com a grife de moda fitness Oiselle e é mãe.

Ela é ATLETA PROFISSIONAL... corredora dos 10 mil metros. E tem celulite.

A questão aqui não é a celulite. É ela admitir que tem.

Lauren escreveu um texto uóóóótimo no blog dela, que se tornou viral em 2013. E o título é esse: Keeping It Real - ou mantendo a realidade.

O ponto central do texto é: o quão diferente a realidade é do que nos é apresentado por aí... seja nas capas de revista, nas passarelas, nos blogs, nos instagrams da vida. A realidade tá passando longe e a gente quer mais e mais viver num mundo com filtro HDR.

A Lauren disse que ficou super feliz em desfilar para a Oiselle na semana de moda de Nova York em 2013 e que se viu numa foto e se achou maravilhosa e tals. Mas aí percebeu que aquela Lauren da passarela passa um pouco longe da Lauren da vida real. E postou fotos dela no dia a dia para comprovar.

Essa é a Lauren da passarela: barriga tanquinho, postura de supermodel, bronzeada, deusa.



E essa é a da vida real uma semana depois do desfile:

Fotos do blog dela




Barriga sem prender a respiração, postura pós-treino e celulite na parte interna da coxa.

A Lauren, como eu, acha que está faltando realidade por aí e sugeriu que a gente divulgasse um pouco mais disso, nos nossos blogs, instagrams, etc. E sugeriu a hashtag #keepitreal.

Eu concordo com ela. Claro que eu também gosto de sair bem na foto. Mas a vida não tem filtro HDR e vez por outra a gente precisa ser lembrada disso. Eu mesma me vejo chateada às vezes com tanta foto de gente sarada, bronzeada, bonita, feliz e que corre rápido no meu instagram do @corre_gata. Pra se ter ideia, até as grávidas parecem um pouco irreais: todas lindas, sorridentes, alegres e atletas até o NONO MÊS e que engordaram tipo só 6 kg na gestação. Ou a realidade é muito diferente ou eu é que sou uma grávida muito azarada. Claro que sou feliz com a gravidez, mas também estou cansada, inchada, engordei mais de 10 kg em 30 semanas e não aguento ir do quarto até à cozinha sem ficar sem ar.

Bom, pra manter o pé na realidade, juntei algumas histórias #keepitreal que vi por aí.

Adoro por exemplo, a campanha da Dove, que mostra como muitas de nós temos uma visão distorcida da realidade da nossa própria beleza:



Ou que tal esse curta que mostra como seria patético se posássemos por aí como fazem as modelos nas capas de revistas:



No ramo da maquiagem, também somos todos irreais. Por isso faz tanto sucesso aquelas galerias de fotos de celebridades sem maquiagem, algo que eu, por exemplo, adoro ver.

Nesse quesito, minha amiga Fica Diva mostrou no blog dela vídeos de uma marca de cosméticos que provam que por trás de toda beleza perfeita, existe uma história diferente. É o caso da maquiadora que tem acne aguda, ou da jovem linda que revela o rosto e o vitiligo.


A questão toda é essa: a realidade é imperfeita. Por mais que queiram fazer a gente engolir que não é.

Hoje a minha porção de #keepitreal é essa: Na minha 1ª gravidez engordei 17 kg e me encaminho para o mesmo na 2ª. Eu como carboidrato por impulso... muito. Sou uma corredora que ainda não conseguiu atingir um pace médio de 6min/km. Tenho uma doença autoimune chamada psoríase que faz minha pele descamar nas orelhas, couro cabeludo, cotovelo e joelhos (por enquanto) e que um dia pode me causar dores nas articulações. Posso correr linda e magra em NY um dia, e gordinha, descabelada e esbaforida no Minhocão no outro.


Enfim, vamos depender menos do filtro de cor e ver a beleza mais #nofilter das coisas, né não?

#keepitreal

sexta-feira, 21 de março de 2014

I run for life

Tem quem não entenda os motivos que levam os corredores a se sacrificarem tanto por esse esporte. A gente tem que espremer horários, acordar quando ainda está escuro para treinar, cuidar da alimentação, rejeitar compromissos e eventos sociais para não cansar o corpo. Organizar horário para cuidar da família e para ficar com quem a gente ama e treinar. A gente gasta horas lendo sobre o assunto para tentar definir qual tipo de treino vai ser melhor, em qual tênis investir. Gasta com fisioterapia para prevenir e ou tratar lesões. A gente perde sal pela pele quando corre. Tem maratonista que termina a prova mais baixo de tanto impacto que o corpo sofre com as passadas. A gente passa frio correndo na neve ou na chuva. A gente passa calor. A gente fica sem fôlego. A gente sua. A gente sofre, sim. 

Então por que a gente corre?

Eu corro para celebrar o fato de que eu tenho um instrumento em perfeito estado que é o meu corpo, que responde aos meus comandos, que tem força, que tem energia. Para homenagear o fato de que eu sou livre pra fazer isso e também para não fazer, se eu não quiser. Para comemorar por ter todas as condições necessárias básicas pra ser feliz todos os dias, mesmo com todos os imprevistos que a vida traz. 

Eu corro porque eu quero, porque eu gosto, porque eu posso. 

Porque tem gente que a gente ama que não pode. 

Eu corro porque eu sou mãe. Porque eu PRECISO ser o exemplo. Ou UM exemplo.

Porque eu tenho SAÚDE. E quero ter pela maior parte do resto da minha vida. 

Eu corro para agradecer à vida. 

...

Outro dia descobri essa música da Melissa Etheridge. Ela teve uma doença cruel. Sofreu e venceu. Quando eu ouvi pela primeira vez mal consegui segurar as lágrimas. Quando eu voltar a correr após o nascimento da Stella, essa canção vai estar na minha playlist ETERNA. Pega o lencinho:



Em inglês, o verbo run não significa necessariamente correr, mas também, disputar, ir, concorrer, depende do contexto. Mas esse é o significado que eu dei pra ele aqui: CORRER.

Quer mais razões pra entender essa "gente que corre"? Então tó (vídeo lindo da New York Road Runners, que organiza as corridas em NY):







terça-feira, 11 de março de 2014

Para as corredoras, com amor

Tem gente que não gosta de "comemorar" o Dia da Mulher. Não por machismo, mas por acreditar que ele na verdade só ameniza um problema que é a falta de respeito com a qual a maioria das mulheres tem que lidar nos outros dias do ano.

Não condeno a data, mas também não chego a fazer uma festa. O motivo é que eu sou a favor da campanha respeito sempre, respeito que não se conquista apenas com uma rosa e uns bombons em dias especiais.

No Brasil Post, uma articulista pedia respeito para poder sair de short na rua sem ser assediada ou sem pensarem que ela está se oferecendo por exibir as pernas. Outra coisa que ela pedia, era para não sentir vergonha de correr sem camiseta, e só de top, enquanto os homens no parque correm à vontade com o peito nu e ninguém os incomoda, ou olha, ou julga, ou sei lá mais o que de agressivo eles possam sofrer.  

No mundo das corredoras, tem muitas mulheres que me inspiram muito.

Corre Paula, por exemplo,  é mãe solteira de uma menina linda. Da conta da filha, trabalha, rala, e ainda corre ultras. Sua paixão pela corrida é uma coisa que dói na pele e ela vive a vida com muita leveza, sem cagar regras ou indicar receitas com whey protein ninguém. Pura garra.

Ela correu o El Cruce com a Gabi Manssur, uma promotora de justiça, mãe de dois meninos, linda, fashion, e que ainda trabalha procurando justiça para as mulheres que sofrem violência.

A Debs, tem uma multidão de seguidoras no Instagram. Dentista, mãe da Duda, casada e feliz, mostrou nas suas redes sociais a determinação e o bom humor necessários para cuidar da vida e correr pela primeira vez uma maratona em Berlim, em 2013. E desde o final do ano, virou fonte de inspiração ainda maior quando revelou a todas que precisava tratar um câncer e hoje está fazendo químio, correndo careca, superando as próprias dificuldades para se ajudar e ajudar muitas outras que enfrentam essa e outras batalhas.

A Giselli, criou o Divas que Correm há um ano.  O blog conta as histórias dela e de outras Divas da vida real com a corrida. No Dia da Mulher, ela promoveu um treinão em SP que reuniu dezenas e sempre levando em conta a diversidade e a realidade da mulher corredora brasileira. 

E tem muitas outras que me inspiram, motivam, divertem, me fazem torcer por elas como a Run Ju Run, a Camys Pensando Magro e tantas outras que a gente conhece aqui nesse mundão louco da internet. Sem falar nas musas da vida real: tipo a minha amiga Ana Julia que corre de São Silvestre à Pampulha e me deixa cheia de orgulho com frases do tipo: "eu não quero emagrecer mais, senão fico sem bunda - tá bom assim!" (E não deixa de curtir sua cervejeira eventualmente). Ou a Lilian que corre pela vida, nada, pedala e gosta de vários esportes mesmo tendo que lidar um uma condição chata que muitas vezes tenta abalar suas estruturas mas que não consegue. 

Solteiras, casadas, divorciadas, viúvas, jovens, mães, veteranas, magras, gordinhas, baixas, altas, que buscam saúde, disposição, um corpo mais bonito, um corpo mais forte, sonhadoras, lutadoras. Só posso dizer que nesse mundo, nós corredoras somos todas vencedoras, não importa se nossas medalhas dizem 5, 10, 21ou 42k. Todas muito diferentes e ao mesmo tempo com uma mesma paixão. 

Que venham mais corridas e corredoras para esse nosso mundo ficar melhor.

Feliz dia, ou melhor, Felizes 365 dias, Corredora.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sentar e não dobrar... who cares???

Cravar que uma coisa está certa ou errada é uma ação audaciosa que pode gerar muita polêmica.

Mas na minha vida, na minha opinião, tem mensagens que eu considero certas para receber e assimilar. Agora que eu navego muito pelas redes sociais me atualizando sobre temas que envolvem corrida e vida saudável, todo dia me deparo com alguma mensagem que simplesmente me irrita.

Já falei aqui que detesto foto de comida no instagram. Tipo "hoje comi esse prato [horrível] de salada com frango ralado". Não que salada com frango ralado seja ruim de comer. Mas não é um prato bonito. Eu até posto foto de comida/bebida uma vez ou outra, mas procuro tirar a carga "light" com uma brincadeira ou postando a foto de alguma comida que eu realmente considere fotogênica.

Outra coisa que vem me irritando é essa obsessão pela barriga negativa. Gente, barriga é barriga. Ela existe, portanto, é positiva, +1, é um fato da vida. Aceitem. Por isso, cada vez que vejo essa foto distribuída por aí, ou eu reclamo, ou deixo de seguir essa pessoa. Hoje mesmo deixei de seguir mais uma que postou. Porque esse tipo de mensagem não me inspira, não me motiva, não me interessa.


Que missão, o quê? Missão é ser saudável e feliz, gente! Vamos parar com isso. Que coisa mais chata.

O desequilíbrio entre mensagens que EU considero positivas com as negativas é grande. Por isso, fiquei muito feliz quando, no instagram de uma gringa, li a seguinte frase que, essa sim, me motivou bastante:

Você sempre foi bonita. Agora você apenas está decidindo ser mais saudável, mais em forma, mais rápida e mais forte. Lembre-se disso.

É isso. Nossa barriga positiva e nossa auto-estima agradecem.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Mamãe Fit x Mamãe Saudável

Quando engravidei pela segunda vez eu deixei bem claro pra mim que não queria ser uma gestante-fitness. Seguindo a indicação da minha médica (cada uma segue a sua), eu não deveria mais correr nem fazer exercícios pesados especialmente no primeiro trimestre e por isso parei a corrida, com um tico de sofrimento mas sabendo que a causa é nobre.

Mas depois que a baby #2 chegar eu pretendo voltar - de novo - aos poucos a uma rotina de atividades físicas que inclua a corrida, sem que isso prejudique a mim e à minha bebê ou à amamentação dela.

Voltar à forma depois do parto é muito difícil, penoso e muitas vezes a nova mãe fica muito chateada com a demora dos resultados. Mas eles acabam vindo, com uma certa dose de dedicação. É preciso superar a culpa de deixar a cria de lado para se cuidar, superar a falta de sono, de tempo e até mesmo a própria vontade de simplesmente ficar com o filho sem ter hora pra acabar.

Acho legal inspirar as mães a dedicarem um pouco de tempo a si mesmas e à saúde física. E tem muita gente na internet que faz isso. Mas também tem gente que, na minha opinião, exagera.

Qual é a sua desculpa?

Essa é a Maria Klang. Mãe de 3 filhos e que pergunta pra VOCÊ, MÃE: qual é a sua desculpa?

Aí eu pergunto: desculpa para quê, exatamente? Para não cuidar da saúde ou para não ter um corpo como o dela?

Essa foto causou muita polêmica e a Maria foi muito criticada quando lançou essa "campanha" (ela vende inclusive um calendário com essas fotos).

Como se vê, ela é bastante dedicada à boa forma. Ela explica no blog dela que já sofreu de distúrbios alimentares - bulimia - e que não é intenção dela levar as mulheres para esse caminho e sim estimular as pessoas a dar valor ao condicionamento físico. Disse que ficou chateada ao ser banida do Facebook por causa da polêmica e que não é uma fat-shamer, aquelas pessoas que caçoam dos outros porque estão fora de forma.

Fato é que existe uma linha tênue entre inspirar e humilhar e isso claro depende do receptor da mensagem. Até acho realmente que as intenções da Maria são boas, mas é preciso delicadeza para tratar com um determinado público especialmente nesse momento tão importante da vida da mulher que é a maternidade.

Outro ponto é a questão da saúde. Até que ponto a mulher deve ir em nome da forma física para "recuperar" o corpo após a gravidez? Se a gestante já era dedicada aos exercícios claro que é mais fácil. Mas não é o caso da maioria. Outra celebridade-fitness que eu sigo, também me deixou um pouco assustada quanto à mensagem que ela pode passar às seguidoras dela. É a Heidi Powell. Ela e o marido treinam obesos extremos num programa de TV dos EUA. E ela deu à luz recentemente. Entre algumas coisas que eu considerei um pouco assustadoras no comportamento dela estão:

- pular na cama elástica faltando poucos dias para a filha nascer

- fazer isso, apenas duas semanas após dar à luz

- correr a meia maratona da Disney (21km), apenas 2 meses após dar à luz

Eu entendo que esse é o lifestyle e o trabalho dela. Mas me pergunto: Essa mulher está amamentando? Porque até onde eu sei os médicos dizem que exercícios extremos no pós-parto fazem o ácido lático passar para o leite materno e o bebê acaba rejeitando o leite. Também digo que respeito a decisão de cada uma sobre a amamentação, mas esse é o tipo de mensagem que você deve ser cautelosa ao passar para as "puérperas".

Não sei se teve a ver, mas o fato é que 15 dias depois que a filha nesceu, ela passou mal e precisou fazer cirurgia por causa de pedras nos rins... dá pra acreditar?

Inspirar sim e sempre levando em conta o bom senso, eu acho válido. Agora, cobrar das outras, não. Caçoar então, jamais. É por essas e outras que algumas celebridades fitness me irritam, tipo Gabriela Pugliesi, A musa fitness do Instagram que faz piadas do tipo "boa noite pra você que jantou estrogonofe" com uma foto de barriga negativa e alegando que é apenas bem-humorada. É o que eu comentei antes sobre a diferença entre inspirar e humilhar. Daí eu digo, já pensou se a campanha #engravidapugli pega? Vai ser desse jeito que ela vai "inspirar" as gestantes?

Bom, cada uma é cada uma. Eu optei pelo caminho do meio: exercícios leves, mas frequentes e sem paranoia. Porque entre ser fitness e ser "apenas" saudável, eu fico com a segunda opção.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Corre na TV

Um dos meus novos vícios televisivos agora é a série de TV que, na minha opinião, substituiu Friends muito bem: How I Met Your Mother.

Eu adoro séries de TV mas realmente com o trabalho, a confusão do sono, cuidar da Olivia, agora da futura bebê e da casa nunca dá tempo de acompanhar algo "atual", que está passando na TV. Por isso eu agradeço muito ao Netflix e ao Now por me manterem minimamente atualizada sobre esse mundo. Foi aí que decidi começar a ver HIMYM desde o começo.

E qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um episódio sobre corrida divertidíssimo de HIMYM, da segunda temporada, envolvendo a maratona de NY!

O episódio mostra Marshall muito chateado porque decidiu correr a maratona, treinou, disse mensagens motivacionais pra si mesmo no espelho maaasssss... se machucou e teve que desistir de correr (#lesão #quemnunca?).

E daí o Barney, sempre subestimando a dedicação alheia e supervalorizando seu próprio potencial, aposta que termina a prova e leva a medalha do Marshall sem ter treinado nada porque, afinal:
"Você não treina para uma maratona, você só corre." 
"É assim que você corre uma maratona. Passo 1: você começa a correr. Passo 2: não tem passo 2." 

aham....



Bom, o episódio é multi-temático mas vale especialmente pela micro-história da maratona. Afinal, quem não adora ver nossos personagens favoritos correndo??

Depois eu seleciono mais alguns outros só pra inspirar, tipo:

Run, Phoebe, run 




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Powersong de Natal: Run,Run... Rudolph

Tá chegando o Natal e embora eu não esteja correndo temporariamente nada impede de sugerir uma powersong natalina para entrar no clima. Essa pérola eu descobri ano passado mas ela é bem mais antiga do que isso: bota aí a guitarra do Chuck Berry, nos idos de 1958, e você pode sair correndo com seu gorro do Papai Noel cantando Run, Run, Rudolph!

Rudolph é a rena do nariz vermelho que, conforme a letra da música, precisa acelerar o passo para que o Papai Noel não atrase a entrega dos presentes no Natal. 

Como outras músicas natalinas, essa também foi regravada por 372 artistas, mas a versão que está na minha playlist não poderia ser outra:



Quando eu voltar a correr, vou mentalizar Jon me esperando na linha de chegada vestindo um gorro de Papai Noel, pra dar aquela animada.

Ho Ho Ho

           


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Inspiração

Não é fácil correr, não é fácil manter uma rotina de treinos com todos os afazeres que a gente tem num dia que dura míseras 24 horas. Foi um pouco por isso que eu criei esse blog. Porque além de correr, pensar, conversar, refletir, falar de corrida são ações muito importantes pra me manter inspirada.

Eu uso várias técnicas pra manter o ritmo: cheguei a programar leituras na noite anterior aos treinos pra acordar bem disposta. As revistas de corrida ficam no criado-mudo preparadas para inspirar. Além disso, escrevo aqui, vejo fotos de outros corredores no instagram, me atualizo sobre produtos legais, preparo wishlists mentais (Nike Free Flyknit, Nike Free Flyknit!!), acompanho blogs, vídeos, o que for necessário para ter inspiração.

E aí que eu fiquei muito orgulhosa quando recebi feedbacks de amigas inspiradas por mim! Eu virei inspiração, veja só! Já fiz amiga largar o pote de sorvete e sair para correr, incentivei familiares, colegas e dividi powersongs com amigas.

Adorei servir de inspiração e motivação. Poucas vezes eu me imagino nessa posição. Mas quando vi essa frase, além de me sentir inspirada, percebi que ela é muito real. É de domínio público (da internet). E vale repetir.

Seja forte. Você nunca sabe quem está inspirando
E pra todo mundo fica o agradecimento: inspiração é uma via de mão dupla... se ela vai, ela volta \o/




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Powersong: How far we've come; de MatchboxTwenty

Essa é daquelas bandas que eu acho que pouca gente conhece mas descubro que muita gente é apaixonada por ela, assim como eu.

Rob Thomas é o líder do grupo formado em Orlando que eu ouvi pela primeira vez com 'Push'. Depois vieram vários outros sucessos e a incrível pareceria dele com Carlos Santana em 'Smooth'. Nessa época, a amiga de uma amiga definiu bem: esse cara tem uma voz muito sexy, parece que ele esta cantando grudadinho no seu ouvido. 

(Arrepio)

E eis que para o prazer das corredoras ele vem cantar no nosso ouvido essa paulada:


A música fala sobre, digamos, o fim do mundo, mas o nome da música e a letra também inspiram os corredores: vamos ver até onde chegamos? 

Sério, essa é de longe uma das minhas powersongs mais favoritas de todos os tempos (perdoem o exagero). 

E aproveitando que os caras fizeram show em SP - e eu não fui :'( buáá - conheci essa outra que já me valeu gritinhos na esteira:


#Robvemcantarnomeuouvido!
#SortequeaindatemRockinRio

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pelo fim da #fotodecomidafeia

Depois que tive a idéia de escrever o blog passei a acompanhar bem ativamente outros blogs e como seus autores se comportam nas redes sociais. A maioria dos posts e fotos são bastante motivadores e quem quer se dedicar a esse estilo de vida precisa mesmo de inspiração para superar as dificuldades do dia a dia para manter a rotina de exercícios e a dieta. 

Mas se tem uma coisa que eu acho absurdamente irrelevante, pra não dizer nojenta, é foto de prato de comida no instagram. Desses pratos de dieta, veja bem.

Gente do céu. É foto todo dia do café da manhã, almoço e janta. E sempre de pratos que não são nada apetitosos. Claro que todo mundo deve optar por alimentos saudáveis, mas não tem nada de belo numa foto de omelete de clara  com legumes cozidos no vapor e hambúrguer de soja. Nem no restaurante do Alex Atala um prato desse consegue ficar bonito.

Não há nada de errado nesse tipo de dieta ultrasaudável, aliás há quase tudo de certo. E eu entendo que muita gente que segue essas pessoas quer dicas de pratos light com baixas calorias e tal. Mas acho que a gente precisa acrescentar um pouco de apuro estético nisso aí, minha gente, pelo menos no Instagram, até porque esse é um pouco do propósito dessa rede. E tipo assim: se for pra fazer foto dessa comida, que você tenha pelo menos um curso de fotografia publicitária no currículo pra dar um mínimo de graça nessa foto, ou nesse prato. Outra constatação: carne/frango/peixe raramente ficam #bemnafoto. 

Por isso eu sugiro uma campanha muito mais legal: fotos apenas de comidas gostosas, realmente bonitas e calóricas. Lindas, daquelas que dão água na boca. A legenda pode ser algo na linha: motivação da semana = correr 50 minutos pra poder tomar um milk shake de Ovomaltine sem uma gota açucarada de culpa.  Muito mais inspirador. 

                     
       
Fala aí... Beeeeeeem mais bonito que a foto da minha marmita light do dia a dia.

# Olha, na verdade eu falo isso, mas cada um posta o que quer e segue quem quer. Eu mesma já postei #fotodecomidafeia e provavelmente vou fazer de novo. Mas que eu prefiro foto de guloseimas, ah prefiro mesmo.  

# Quando o assunto é alimentação, sou a favor do equilíbrio. E acho que a gente pode, sim, comer um cheeseburger de vez em quando.

#sigam @love_food no Instagram pra vcs entenderem do quê que eu tô falando. 

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