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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Antes e depois da 2ª Gravidez - dos 21 kg aos 21 km

E lá se foram 8 meses depois de um dos dias mais felizes da minha vida.

Minha segunda gravidez foi bastante tranquila. Mas ao contrário do que eu previa, não consegui segurar o ganho de peso, mesmo praticando exercícios "de manutenção".

Tentei, juro, mas no final desisti e parei de me pesar.

Depois da cesárea, durante a recuperação no hospital, achei uma balança e pedi para o meu marido ver o número pra mim. Era só pra ele ver e não me falar. Só sei que o primeiro número era 7_ kg. Chuto que estava com uns 71,8 kg. E isso já descontando os 3 quilos da Stella.

Fiquei muito inchada nos primeiros dias e semanas. Rolou um desespero sim, de achar que a gente nunca mais vai voltar ao "normal".

Mas voltei.

Nesse fim de semana me pesei e constatei que em 8 meses fui dos estimados 71,8 kg para 50,8 kg.

- 21 kg.

De novo: sou uma pessoa diminuta. Eu não consigo imaginar o quanto meus joelhos e coluna estavam sofrendo por carregar 21 kg a mais.

E como aconteceu isso? Como foram embora 21 kg em 8 meses? Fiz algumas coisas certas e também algumas erradas.

Fiz certo de voltar à academia. Comecei bem devagar, caminhando e fui aumentando gradativamente e praticamente sem faltar. Recomecei no dia 14/07 e no dia 15 fiz a inscrição na meia-maratona das princesas da Disney. Então eu não poderia me dar ao luxo de não treinar.

Para não desistir de treinar, eu simplesmente não parei para pensar que existia a opção de descansar. Então nada de chegar em casa do trabalho e esticar as pernas no sofá. Era chegar, por a roupa da academia e descer direto, sem titubear. Nos fins de semana, eu fui obrigada a arranjar tempo para o longão, fosse de manhã bem cedinho ou no domingo às 20h.

Chegou uma hora em que eu parei de pensar muito na comida. Com o fim da licença maternidade e a rotina de trabalho, buscar na escola, cuidar da casa e tals, também malemal sobrava tempo pra comer. Nada de lanchinhos fora de hora. Não tinha besteiras à mão para comer rápido, então não petiscava.

Outra coisa: eu parei de comer por obrigação. Principalmente quando eu compro o almoço aqui no trabalho, por exemplo, eu sempre me vi obrigada a comer tudo porque eu paguei caro pela comida. Mas nos últimos tempos, se a comida não estivesse boa, eu simplesmente deixava de comer o resto.

Em casa também não faltam frutas. Especialmente porque agora, toda semana, tenho que mandar as frutas para a papinha da Stella no berçário.

E o jantar diminuiu muito. às vezes é só um pedacinho de pão integral com requeijão, ou peito de peru, ou algo assim. (Menos na sexta que praticamente virou o dia semanal da pizza)

Agora a parte errada. Por que sou adepta do #keepitreal.

Tinha dias que, antes de dormir, eu comia meio pacote de biscoito wafer de limão. MEIO PACOTE DE BOLACHA RECHEADA ANTES DE DORMIR. Nessa fase é claro que eu não estava emagrecendo.

A volta ao trabalho gerou muito estresse. E quando eu fico nervosa e apreensiva eu perco a fome. Teve um período de 10 dias em que eu perdi 3 kg, a unha quebrou, o cabelo caiu, os olhos ficaram fundos. Não foi uma fase bonita. O leite que já não estava satisfazendo muito a pequena acabou por secar de vez quando ela fez 6 meses. Infelizmente. Esse não é o jeito certo de perder peso.

Eu não consegui e não consigo ainda fazer tanta musculação quanto eu gostaria. Na verdade estou condensando um treino grande em uma vez só por semana. TÁ ERRADO ISSO, GENTE, eu sei. Por isso eu agradeço todo dia por meus joelhos e articulações não quebrarem.

Então hoje estou muito perto do peso mais baixo que eu já atingi na vida adulta, aquele que eu estava quando descobri que estava grávida de novo em setembro 2013. E, assim como naquela fase, estou magra, porém mole. Por isso, depois da meia-maratona das princesas, vou mudar um pouco o foco e manter a corrida, só que menos, e aumentar a musculação. A grande diferença hoje está na barriga - que ainda não voltou para o lugar porque ela esticou demais na gravidez. Estou com um pouco de excesso de pele, mas também não estou paranoica por causa disso.

8 meses: saindo da maternidade -no auge do inchaço pós-parto -, e no último longão de 12 km
Agora avaliando esses meses, eu posso dizer com certeza que a corrida foi o fator principal para ajudar a perder o peso. E, como da outra vez, o foco não foi o emagrecimento, foi a corrida. Eu simplesmente queria e gostava (quero e gosto) de correr 3 vezes por semana. Simples assim. Tudo veio em decorrência disso. Minha saúde física e emocional, inclusive.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Fecha Fevereiro

Fechei o mês de Fevereiro com 55 kms caminhados levando baby Stella no barrigón e pegando bem na musculação. Mas o mês não terminou num bom tom.

Aos poucos algumas coisas começam a me atrapalhar. Primeiro uma dorzinha chata no pé. Depois comecei a perceber que as caminhadas não estavam mais rendendo tanto. Meu batimento cardíaco está subindo o que representa que eu preciso diminuir cada vez mais a velocidade da esteira para manter o ritmo com o qual eu me comprometi: não passar de 130 bpm. Fora isso, comecei a ter momentos de taquicardia e cansaço extremos, o que minha médica explicou que é normal.  De fato, li que o cansaço do primeiro trimestre pode voltar agora nessa fase da gestação. E permanecer até o final. Ou seja, os exercícios devem diminuir. 

É bem estranho para quem costuma treinar, especialmente corrida, ver tudo isso acontecer. Porque em condições normais de temperatura e pressão o que vc nota é a evolução: a velocidade aumenta, seu batimento diminui e vc vai se sentindo cada vez melhor. E não é assim com a gestação, pelo menos com a minha. 


Essa reprogramação mental diária que a grávida tem que fazer é um desafio e tanto. E causa muita frustração às vezes. É o ponteiro da balança que só sobe e o da esteira que só diminui! É a carga da musculação cortada ao meio e a fome duplicada, ou tri, ou quadruplicada. 

Enfim, eu sei que tudo isso é por um bem maravilhoso que está por vir. E também sei que eu já passei por essas fases mais chatinhas, ganhei uma filha linda e voltei a correr. Até brinquei que estou acostumada a recomeços. Então agora é pensar nesse futuro lindo que está chegando em junho e tentar não esquentar a cabeça. 



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O stress da fratura

Costumo ler o Run Ju Run, blog da Ju, corredora de BH e meio que acompanhei um período chato que ela está passando por não poder correr. Perguntei num comentário o motivo e ela até fez o post pra responder a essa dúvida que várias pessoas tinham. A coincidência é que a Ju teve uma fratura por stress, algo pelo qual eu também já passei e jamais tinha pensado que pudesse acontecer e que pudesse demorar tanto para passar.

Faz muito tempo, foi mais ou menos em dezembro de 2009. Eu estava super feliz correndo, participando de provas de 10 km e me inscrevi para a última etapa do Circuito Adidas daquele ano. Só que uns 20, 25 dias antes da prova eu senti uma dor na canela (eu falo canela mesmo).

Perguntei informalmente para um amigo professor de academia o que podia ser e ele sugeriu passar um cataflan e usar um pouco de salompas pra passar a dor, caso fosse um problema muscular. Eu segui o conselho dele e simplesmente continuei treinando. Treinei e fui até correr a prova de 10 k em dezembro.

Adereço: salompas na perna
(Abafa que eu era meio gordinha mesmo - meu old self)

A corrida não foi tão ruim. Senti a mesma dor do começo ao fim mas estava administrável e acabei a prova me sentindo bem, com aquela sensação de dever cumprido. E crente que a dor eventualmente iria passar.

Mas não passou.

Não conseguia mais correr e para caminhar estava doendo demais. Por umas duas semanas no trabalho eu vim lotada de salompas e mancava pra andar. Foi um saco, saco, saco.

Decidi ir no ortopedista. ele tirou um raio-x e viu alguma coisa ali, mas pediu uma ressonância magnética para ver melhor.


O resultado me chocou: aquilo era uma fratura por stress, meu osso estava lascado, rachadinho e aquilo causava uma dor enorme. O ortopedista foi taxativo: "você não pode correr" e ainda por cima tive que fazer mais de 20 sessões de fisioterapia para aliviar a dor.

Foi muito ruim porque eu descobri isso num período de férias, quando eu não tinha dinheiro para viajar e ia ficar o tempo todo em casa. Antes, eu tinha planejado passar as férias treinando, correndo na rua, e então o único programa grátis que eu poderia fazer foi por água abaixo. E o pior, eu só ia passar as férias comendo, comendo, comendo... iria engordar horrores.

Chorei muito com essa notícia e com tudo isso que eu pensei na hora. Fiquei muito chateada. Entendi que tudo aconteceu porque eu simplesmente saí correndo, sem preparo físico, sem fortalecimento muscular. Musculação, eu, imagina!? Eu achava um saco ter que usar os aparelhos da academia do prédio. Só ia lá, corria uma hora na esteira e voltava pra casa. Aí a tíbia escangalhou. My fault.

Um pequeno risquinho = um grande problema

Bom, parei com tudo, fiz a fisio e a volta à corrida demorou um pouco. Eu voltei a caminhar e ensaiei a corrida. Mas sempre ficava com uma "sensação" no lugar e com medo de me machucar de novo. Usava muito gelo no local. Tudo - tudo mesmo - demorou muito a passar. Mas passou. Confesso que não lembro muito desse período de 6 meses, mas um dia eu recomecei e hoje estou aqui.

Eu deveria ter aprendido a lição e seguido firme com a musculação, mas não fiz de novo e esse ano tive dores fortes na coluna, o que retardou e atrapalhou os treinos. Mas tenho fé que um dia vou ser 100% disciplinada e fazer tudo certinho (oi?!). Só sei que outra fratura dessa eu não quero ter nunca mais.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A dor lá detrás

Eu achei que estava fazendo tudo certo e que ficar uma semaninha sem a musculação não causaria nenhum problema. Mas já corro há tanto tempo que deveria estar escolada. O jeito foi reaprender na marra e na dor.

Esta semana a minha lombar pediu arrego. Dói o dia inteiro e não há salompas que resolva o problema. Não sou médica, mas suspeito que seja um problema que afeta muitos corredores: a lombalgia.

aaaaaaiiiii
Além da corrida, existe outro motivo que exige muito da minha coluna lombar - um motivo de 1 ano e 10 meses que está muito manhoso e vive ficando doente depois que entrou na escolinha. O excesso de manha da bebê significa que ela quer mais e mais colo, preciso ficar pegando ela do chão toda hora, acordando várias vezes por noite e tirando e colocando ela de volta no berço. Esse simples gesto de pegá-la da cama dói que é o cão! Mas coitada, a culpa não é dela.

Eu bem sei o que fazer para evitar a dor na lombar e o único jeito de evitá-la é seguir à risca a lista:

  • fortalecimento muscular (e isso significa NÃO PULAR OS TREINOS DE MUSCULAÇÃO)
  • respeitar o dia off (e não correr em dias seguidos, como fiz semana passada)
  • alogamento (esse eu já faço, mas posso acrescentar mais uns dois movimentos para reforçar a segurança)
  • não elevar muito o ritmo em um curto espaço de tempo (às vezes vc tá lá correndo e acha que tá muito fácil então eleva o ritmo muito rápido e seu corpo não está preparado)
Bom, está claro que eu já sei os motivos. Agora é ter paciência, esperar a dor passar, abusar do salompas e cataflan e só então voltar a correr.

Paciência, paciência, paciência.

domingo, 28 de julho de 2013

Número mágico X satisfação X lição

Depois de muitos anos, a balança resolveu me mostrar essa semana um número que eu não via desde adolescente. Era a meta que eu estipulei para setembro, meu aniversario, e que acabou chegando antes da hora graças ao esforço pessoal na academia e nas corridas e também à virose da semana passada. 

Fiquei exultante. Todo mundo tem comentado que eu emagreci e tal. Minhas calças estão literalmente caindo

Mas...

É estranho ver isso e ainda assim não me sentir satisfeita. Eu achava que quando chegasse ao número magico estaria linda, mas não. 

Estou apenas mais magra.

O formato do corpo segue o mesmo e é isso que eu entendo que precisa mudar. E pra melhorar isso não tem outra solução: tem que pegar sério na musculação.

Veja bem, não são só as calças que estão caindo, é a parte de trás toda, gente!!!

Então adiantei pra sábado o que estava deixando pra segunda. #Saturdayisthenewmonday. E comecei o treino invertido, com a musculação primeiro.

Não dá pra levar mais o treino de peso na moleza como eu estava fazendo. Além de ser importante pra evitar lesões (e eu bem sem disso) eu dependo dela pra moldar o corpo. Fato. 

Lição aprendida.

Combinando a camiseta com o detalhe do tênis. #Combinandinha










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