sábado, 11 de janeiro de 2014

Correr na Disney

Além de ser um dos lugares mais divertidos do mundo para se ir, a Disney também é um lugar onde a gente pode CORRER!

Sim, para quem gosta de corridas de rua, de viajar e do Mickey, imagina correr pelos parques da Disney?


Esse é o fim de semana da maratona da Disney. A prova de 42 km acontece no domingo e no ano passado teve mais de 20 mil participantes. Também, quem não quer correr por dentro de vários parques do complexo que fica na Flórida, nos EUA? E os 4 dias de eventos dão chance para os corredores de todos os níveis: tem corrida de 5k (foi nesta quinta), 10k (sexta), meia-maratona 21k (sábado) e a maratona no domingo... os incríveis 42km. Ah, e quem quiser também pode correr TODAS - é o chamado Desafio do Dunga. E tem também o Desafio do Pateta que inclui a meia-maratona no sábado e a maratona no domingo... só pra quem pode.

E sabe quem é campeão de fazer isso? Os brasileiros. Literalmente.

Nas últimas 10 edições - quem levou o troféu foram brasileiros: Adriano Bastos ganhou 8 vezes e Fredison Costa duas.

Eu tenho certeza que em termos de organização de provas, essas devem ser imbatíveis... isso pela experiência que já tive com férias Disney nos parques e no cruzeiro. Eles não dão bola fora. A meta deles é criar sonhos e fazem de tudo para que as experiências das pessoas sejam sonhos tornados realidade.

Além das corridas desse fim de semana tem outras durante o ano. Corrida só para mulheres? Na Disney também tem de 21k e não poderia ter outro nome que Disney Princess Half Marathon. Corrida noturna? Tem. Corrida na Torre do Terror. Tem. Tem um monte.

E sabe o que também tem? Souvenirs! Claro que não seria Disney se não tivesse centenas de cacarecos para corredores com a cara do Mickey. Fiquei mega interessada no top da Minnie e no tênis New Balance modelo Cinderella (azul) que só será vendido lá durante o evento.

Corrida, compras, Mickey, família. Essa é uma das viagens familiares que eu quero muito fazer. Levar minhas pequenas pra brincar com o Mickey e de quebra correr pelos parques. Realmente imperdível. 


Por enquanto só vi uma desvantagem: as corridas começam tão cedo que ainda está escuro...de resto deve ser sóalegria.

Mais infos sobre as corridas na Disney no site Run Disney


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Powersong: Love Generation

Escutei essa numa caminhada e lembrei de sugerir ela por aqui.



Love Generation, do Bob Sinclair, é uma daquelas músicas que faz você criar um cenário na cabeça. Pra mim, ela representa uma manhã fresca, de sol, num fim de semana tranquilo e alegre, em que a gente consegue passear e fazer alguma atividade física sem ficar pingando de suor por causa do calor. Por algum motivo ela me lembra o Luciano Huck e aquele programa dele na TV durante algum verão passado, mas eu tento focar no cenário do dia de sol.



É por causa disso que acho que em praticamente todas as minhas provas de rua, eu escolhi essa música para ser a música da largada. Eu curto muito esse momento em que os corredores estão todos empolgados com o começo da prova, aquele início onde tá todo mundo meio junto e apertado e de repente a gente se espalha na rua, vai achando seu ritmo e seu espaço na corrida.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Tá dificil

Eu sinceramente achei que seria diferente na segunda vez. Mas essa segunda gravidez tem alguns dos mesmos aspectos difíceis da primeira - e controlar o meu peso está sendo uma delas.

Eu ainda continuo em vantagem: engravidei com 3,5 kg a menos do que da outra vez. Então, no primeiro trimestre, eu tentei segurar a boca. Me imaginei ganhando "apenas" 12 kg. Programei o aplicativo do celular de controle de peso e estava indo até que bem. Meu ritmo inicial indicava que eu chegaria ao peso estabelecido em janeiro de 2015, ao invés de junho de 2014. Minhas calças seguiam largas nas coxas e as roupas de gestante ainda estavam muito largas.

Mas aí veio o Natal...


Sério... foram mais de 2 kg em cerca de 10 dias. Eu sei que não estou "engordando". Faz parte da gravidez ganhar peso. Mas eu sei depois como é difícil chegar aos 9 meses com muitos quilos a mais e depois como é difícil para perdê-los depois do parto.

É DIFÍCIL PRA CAR@L#O!!!


Mas não posso culpar só o Natal. O primeiro trimestre teve seu descontrole assumido e o resultado apareceu agora. Só foi bem nesse período em que eu atingi o auge: comia por tédio, porque estava incomodada com o calor. E nem sempre comia coisas tão gostosas assim.

De uma semana para outra perdi quase todas as minhas calças mais justas que, olha a ironia, alguns meses atrás estavam até largas e feias depois que eu tinha emagrecido em 2013.

Minha barriga espichou tanto que parece que eu tô grávida de 7 meses e não de 4 meses.

A minha ideia sempre foi controlar meu peso com exercícios físicos mas agora já não é mais possível contar com eles da maneira como eu fazia quando não estava grávida. É preciso focar na dieta, infelizmente. Não é algo que eu goste de fazer, mas comecei a fazer alterações no prato: trocar o pão branco por integral ou tapioca, aumentar a ingestão de frutas, cortar o doce, aderir ao iogurte com granola, tomar suco verde. Essas foram algumas das alterações iniciais. Mas não como só isso o tempo todo e no fim de semana eu saio mesmo dessa linha um pouco.

Eu quero e pretendo manter as caminhadas e aos poucos me soltar mais e caminhar mais. Quem sabe até uma hora por dia, 5x por semana? Já que correr não dá...

Eu só não quero, NÃO POSSO engordar 17 quilos de novo nem ficar com diabetes gestacional nessa gravidez.

Mas como eu já disse, é muito difícil ver a balança só aumentando. E é mesmo pra ser assim, esses números não vão diminuir, apenas vão aumentar. O que eu posso fazer é tentar controlar o ritmo desse aumento.

Mas tá difícil... e eu tô um pouco chateada.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Minha 1ª São Silvestre #SóQueNão

Lá por meados de 2013, durante meu processo de emagrecimento e quando estava pegando firme nos treinos de corrida, apostei com meu marido que se no dia do meu aniversário eu chegasse aos 50 kg, ele teria que correr a São Silvestre 2013 comigo.

No dia 29/09, eu estava com MENOS de 50 kg. Ganhei a aposta e ainda soube que uma grande amiga iria correr a São Silvestre também. Perfeito. As inscrições já estavam abertas com o preço salgado de R$ 125 e pensei comigo: só preciso esperar mais uma visita mensal para garantir a minha inscrição o quanto antes.

Mas a visita não veio e quem resolveu aparecer no nosso caminho foi a baby #2. No começo de outubro os planos da minha primeira São Silvestre tiveram que ser adiados - para felicidade do meu marido que logo veio com a desculpa de que não iria correr porque a aposta estipulava que "ele teria que correr comigo". E já que eu não ia mais correr...

No começo cheguei a pensar que, se eu mantivesse treinos fixos de trotes leves e caminhadas, eu conseguiria fazer a São Silvestre caminhando. Mas eles foram por água abaixo logo nas primeiras semanas de enjoos, mal estar e cansaço típicos do 1º trimestre de gestação.

Mas no dia 31/12 resolvi ir lá mesmo assim. Não para correr, claro, mas para fazer parte da festa. Queria até levar a Olivia, mas como ia sozinha pensei que não conseguiria cuidar dela no meio daquela multidão (sábia decisão).

O clima do lugar era o mais animado possível. Fiquei emocionada com a quantidade de gente envolvida naquela corrida. Não é só pelos corredores e toda a esperança, dedicação e empolgação deles, mas também pela animação das famílias, dos amigos, filhos dos corredores que foram acompanhar. Todo muito tentando ver os participantes passarem e depois, quando se reencontravam, se via que todo mundo estava muito orgulhoso, muito feliz por aquela pessoa ter completado a prova. No caminho para onde eu queria me posicionar, lá na Brigadeiro, vi muito disso. Meus olhos se encheram de lágrimas várias vezes.

Lá na Brigadeiro, foi outra emoção. Porque ali, era o final da parte mais difícil daquele desafio. A animação dos corredores era incrível. Todo mundo gritando de felicidade porque a subida tinha chegado ao fim e faltavam poucos metros para o final. Desejei muito passar por aquela sensação e mais uma vez prometi ali mesma que eu vou correr a São Silvestre, assim que eu puder, o quanto antes. Não sei se conseguirei fazer na próxima porque sou realista - a baby #2 terá apenas 7 meses e treinar com uma bebê pequena nesse período não será fácil, sem contar que eu quero amamentá-la e o exercício pesado pode afetar a amamentação.

Mas promessa é dívida e EU VOU CORRER A SÃO SILVESTRE ASSIM QUE EU PUDER.

Aqui fica um aparte o elogio à minha amiga "Cara", minha ídola quando se trata de determinação e dedicação a qualquer projeto - ela é A Cara.

Aha - uhu - a Paulista é nossa!

marquinha
O passeio terminou com um pouco de exercício leve. Voltamos para casa a pé, batendo papo e planejando mais corridas pela frente e pelo mundo. Sim, porque enquanto tem gente que vem do Brasil inteiro para essa corrida, nós ainda temos a vantagem de morar perto da Avenida Paulista (no meu caso, meus pais).

Desse dia feliz, só contei duas pequenas desvantagens: 1) na Paulista, conforme os corredores vão chegando, o que também impera além da alegria é o cheiro de cecê; 2) mesmo se você não vai correr, se preocupar como sol nunca é demais. E eu voltei com a marca dosutiã no ombro e parecendo a rena do nariz vermelho.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gestante em movimento

Depois da liberação da médica voltei aos exercícios, ainda que com um quê de preocupação. Sei que tem mães atletas que não abandonam a corrida na gravidez, mas essa é uma opção minha e recomendada para o meu caso pela minha obstetra. Sendo assim, o jeito foi pegar leve, naturalmente, até por que passei quase 2 meses sem me mexer muito, em parte por cautela em parte por pura exaustão física e mental (normais no primeiro trimestre).

Mas falando de movimento: testei na primeira semana musculação, caminhada, ioga e hidroginástica.

Na academia, falei para o professor: minha médica recomenda exercícios sentada, nada de peitorais, e obviamente nada de abdominal. Fiz 20 minutos de aquecimento na esteira (velocidade 5 km/h - vergonha pura mas é o que tem pra hoje). Passando aos exercícios me senti novamente envergonhada - cargas todas cortadas pela METADE! Até que o treino passou rápido mas fiquei realmente embaraçada com tanta leveza.

Depois foi a vez da ioga. O instrutor (que também está grávido) alterava alguns exercícios pra mim, especialmente quando você tem que flexionar o tronco sobre as pernas, comprimindo a barriga: mais vergonha - esse tipo de exercício que todo mundo faz com as pernas juntas, você gestante faz com as pernas escancaradas. Mas no geral achei muito relaxante e mesmo revigorante tanto para o corpo quanto para a mente. 

A hidro foi no sábado. Eu e dois senhores. A professora pediu para eu não fazer em ritmo rápido e também não me passou os abdominais. Foi bem mais agitado. Achei que em termos de aeróbico foi o que mais me lembrou da corrida, de ficar com a respiração mais agitada, mais ofegante. 

Gostei muito dos três e especialmente da variação dos temas. Mas não posso deixar de confessar que eu fico muito receosa. Falei para o médico do ultrassom que fiz naquela semana que estava preocupada e que minha barriga ficou um pouco dura. Eu chamei de tensão. Ele me falou pra ficar tranquila, que o corpo é sábio e que ele vai me avisar de algum problema na forma de DOR. Eu não senti dor, mas um pouco de tensão sim, aparentemente mais ligada à preocupação do que ao exercício em si.

Agora na folga de Natal pude sair para caminhar no parque. Me senti ótima. Em um dos dias, caminhei quase 6 km, em ritmo lento, claro, e fiquei bem. Mas no dia seguinte mal conseguia sair da cama - acho que foi uma mistura do exercício, dos excessos gastronômicos natalinos e do calor infernal do interior. Mesmo assim, não desisti e fui caminhar nos outros dias. 


Sei que não posso desistir. Afinal, cada vez mais fica clara a importância dos exercícios físicos na gravidez. Mas são muitas coisas a se adaptar: a diminuição das cargas e do ritmo, a balança que não pára de subir, o cansaço físico e psicológico que são muito maiores. É uma desprogramação de tudo o que você fazia antes e aprender a lidar com tudo isso (mesmo que pela segunda vez) não está sendo fácil - já diria a cantora Kátia. Mas vamos em frente que ainda faltam 5 meses e se Deus quiser tudo vai dar certo. A nenê vai vir saudável e a mamãe vai manter a forma. 



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Powersong de Natal: Run,Run... Rudolph

Tá chegando o Natal e embora eu não esteja correndo temporariamente nada impede de sugerir uma powersong natalina para entrar no clima. Essa pérola eu descobri ano passado mas ela é bem mais antiga do que isso: bota aí a guitarra do Chuck Berry, nos idos de 1958, e você pode sair correndo com seu gorro do Papai Noel cantando Run, Run, Rudolph!

Rudolph é a rena do nariz vermelho que, conforme a letra da música, precisa acelerar o passo para que o Papai Noel não atrase a entrega dos presentes no Natal. 

Como outras músicas natalinas, essa também foi regravada por 372 artistas, mas a versão que está na minha playlist não poderia ser outra:



Quando eu voltar a correr, vou mentalizar Jon me esperando na linha de chegada vestindo um gorro de Papai Noel, pra dar aquela animada.

Ho Ho Ho

           


sábado, 14 de dezembro de 2013

Baby #2: vem aí mais uma gatinha

Tudo ia de vento em popa com a corrida e com o blog: treinos certinhos, provas de rua, blog crescendo com facebook, instagram e tudo mais, a balança marcando cada vez menos. Estava me sentindo mais magrinha do que nunca! Tirando a dor na lombar, eu já me via correndo a São Silvestre no fim do ano, como eu tinha prometido e ganhado a aposta do meu marido, que seria obrigado a correr comigo.

Aí começaram as inscrições para a São Silvestre... e eu estava atrasada. (Se é que vcs me entendem)

Na véspera do meu aniversário corri a Fila Night Race. Fiz meu melhor tempo nos 5k, mas ainda assim foi EXTREMAMENTE cansativo. Na semana seguinte o treino foi uma lástima, não havia fôlego nem forças pra correr meros 6 km.

E alguns dias depois, com exame caseiro feito, veio a explicação: BABY #2 ESTAVA A CAMINHO.

Fiquei muito feliz com a notícia, porque eu sempre tive a certeza de que queria dar um(a) irmã(o) para a minha filha. E por esse bem maior para a minha família, a corrida teria que dar vez para um outro momento dessa mãe de 32 anos.

Assim que tive a notícia pensei: não quero fazer como na primeira gravidez, quando parei completamente e ganhei 17 kg. Eu quero ser uma mãe ativa, não precisa ser obcecada com o fitness, mas uma mãe saudável. Correr mesmo não era mais uma opção - a minha obstetra não recomenda e eu aceito isso. Essa é uma opção que varia de mulher para mulher, de obstetra para obstetra. Mas eu já tinha decidido que correr seria impactante demais.

Decidi caminhar e fazer exercícios leves: nada contra grávidas FIT, mas eu quero ser apenas uma grávida SAUDÁVEL.

Mas tem uma coisa que toda grávida aprende: o primeiro trimestre é absolutamente exaustivo. Eu já tinha lido por aí que gerar um bebê é quase tão cansativo quanto correr uma maratona por dia. E mesmo não lembrando disso da primeira gravidez, realmente parece verdade. Simplesmente não há forças para nada. Entre os momentos em que não estava enjoada, com azia, trabalhando e cuidando da Olivia sobrava pouco tempo até para pensar em me mexer.

Foi bem nessa vibe que eu não corri a M5K, a corrida feminina patrocinada pelo McDonald's em 20 de outubro. Eu estava super a fim!! Até pedi pra minha obstetra que me liberou para fazer o percurso caminhando. Mas além do cansaço extremo, na véspera da corrida  a nenê passou a madrugada doente. Eu dormi só duas horas naquela noite. A camiseta com número de peito passou a noite arrumadinha em cima da mesa, mas não rolou. E realmente, daquele jeito, eu não teria conseguido nem me arrastar 2 km, que dirá caminhar 5 km?

Bom, o primeiro trimestre já foi. A notícia da chegada da minha futura corredora já foi revelada aos amigos e agora, como aval dos médicos, fui liberada para os exercícios. Como a exaustão extrema passou,chegou a hora de me mexer... devagar e sempre. Na minha primeira semana liberada já testei 3 modalidades gestante-friendly. Conto o resultado depois.



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