Hoje o Facebook me lembrou de um post que fiz em 2013 comemorando a volta ao meu peso anterior à minha primeira gravidez.
Fiz uma conta.
Foram 2 anos e 3 meses para "recuperar" o meu corpo depois da minha primeira filha.
Com a segunda, fiz diferente.
E o resultado veio exatamente 9 meses depois. O mesmo peso de antes.
Nos dois casos engordei cerca de 21 kg. No final das duas gravidezes até parei de me pesar porque fiquei chateada por engordar tanto.
Mas foi um momento. Agora estou em outro. Bem mais magro.
Meu marido disse que na segunda vez fui mais "radical". Acho que ele tem razão. Mas não foi só isso, não.
Da primeira vez, tudo era culpa. Culpa de errar com a bebê. Culpa de ficar longe dela para ir pra academia. Culpa de me colocar em primeiro lugar em certos momentos. Culpa por tudo.
E culpa engorda. Ou, nesse caso, impede de emagrecer.
Da segunda vez, decidi me punir menos. Mesmo com duas crianças, me permiti errar. Nem todo resfriado delas é culpa minha. E elas não precisam ficar grudadas em mim durante 100% do meu tempo livre para eu provar a elas que as amo.
Então engoli menos culpa.
E também corri mais. Muito mais do que já tinha corrido na vida.
Estipulei a meta dos 21 km. Um pouco para perder peso, mas principalmente por gostar de correr. Eu queria correr. Queria me dedicar à corrida aquele meu tempo que seria só pra mim, esse era o foco.
Não diria que foi um radicalismo. Até porque não treinava tantas vezes na semana quanto deveria para uma prova de 21 km. Eram 3 vezes e olhe lá. Mas tinham os longos, de 12, 13, 15 km. Aqueles em que você já está cansada no km 3 e não tem desculpa, tem que continuar. Tem que se empurrar. Empurra e vai.
E foi. 21kg a menos - correndo e engolindo menos culpa.
Ninguém precisa se cobrar de perder peso rapidamente após a gravidez. Especialmente depois da primeira, quando você tem que lidar com tanta novidade e com uma outra você.
Mas só considere que com menos culpa e mais corrida, esse período pós-filho pode se tornar bem mais agradável. E com um resultado mais saudável.
Sou uma pessoa que se motiva com projetos de médio e longo prazo: minhas próximas férias, a festa de aniversário da minha filha, a compra de um carro. E sempre que concluo um, bate uma pontinha de tristeza porque aquela espera, aquela preparação acabou.
Depois de um ano, corri minha primeira meia maratona na Disney, a Princess Half Marathon. Fio uma das coisas mais legais que eu já fiz por mim. Já faz mais de um mês, saí de férias, voltei a trabalhar e ainda não recuperei o ritmo.
Em parte de propósito. Isso porque eu decidi que depois dos 21 km, eu queria desacelerar. Queria mais tempo para descansar, para cuidar da casa, das meninas, do marido, e até do cabelo, sabe? Tomei essa decisão num dia que voltei do longão. Estava feliz, com endorfina rolando solta. Mas ao mesmo tempo cansada e, pra piorar, ferida. Coloquei os documentos dentro da calça para correr e fiz um machucado horrível. Além disso, estava com assaduras embaixo dos seios e uma unha do pé totalmente preta, quase caindo... consequências da corrida, faz parte.
Mas aí me vi machucada e pensei: vamos diminuir isso aí. É pra você se sentir bem e bonita, e não assada e ferida.
Refleti muito e pensei: vamos mudar um pouco. Reduza a carga da corrida e se dedique mais à musculação. Eu estou magra, mas muito mole. E sem pegar peso isso não vai mudar. Para não se cansar tanto, nem precisar dedicar tantos dias aos treinos, escolha outra meta: que tal 10 km em menos de uma hora. É factível e não vai tomar tanto tempo e precisar de tanta logística.
Então ficamos assim: desacelerar pra curtir outros aspectos da vida, nem que seja um tempinho pra ir na manicure de vez em quando.
Como lidar com essa paquitagem, com esse kit pink, com esse percurso lindo, com tantos elogios da mulherada que foi no ano passado, com o desafio de fazer 21 km correndo "de verdade" (pq na Princess Half era parar a cada 15 minutos pra tirar 500 mil fotos), com o preço camarada da inscrição, com o fato de que há tempo hábil para treinar com calma?
Desde que comecei a correr, corro muito mais na esteira do que na rua. Pela praticidade, por ser mais perto, por ser mais rápido. Claro que correr fora é muito mais legal, ventinho no rosto, menos tédio. Mas a esteira é nossa amiga. Não curto quando rola discriminação com ela, sabe?
Dá até pra dividir
E pra celebrar essa minha querida, separei algumas inspirações:
Primeiro aumenta o som pra música mais cooooooool de 2015, na esteira:
Eu quero ouvir a mesma música que ele:
Sincronia é tudo.
É muito fácil a gente se distrair. Mas ninguém foi tão ágil para disfarçar:
E pra terminar: fails, muitos fails. Só pra deixar claro que VOCÊ NÃO PODE AGIR COMO UM IDIOTA COM ELA!
O que a gente quer é que a corrida torne as pessoas melhores, ajude a deixá-las mais tranquilas para resolver seus problemas, que a corrida seja um momento de reflexão e também um modo para promover a saúde e a auto-estima do corredor.
Mas nem sempre é assim. Nem todo corredor é feliz, saudável ou são.
Fiquei muito triste quando começaram a aparecer as fotos de Andreas Lubitz em suas corridas.
Porque corredor, quando vê outra pessoa correndo, se identifica um pouco. Se sente do mesmo grupo. Imagina os desafios que aquela pessoa enfrenta todos os dias para, assim como você, poder correr.
Mas Andreas Lubitz devia ser um corredor infeliz. Embora aparecesse bem nas fotos de corrida que agora estão em todo lugar na imprensa.
Para os jornalistas, foi o jeito mais fácil de encontrar fotos dele, imagino. Quem faz corrida de rua sabe que você é clicado e fotografado. É fácil te encontrar com uma busca simples em alguns sites especializados.
Andreas Lubitz era corredor e era rápido. Corria meias. Gostava da meia-maratona de Frankfurt, promovida pela companhia aérea Lufthansa, dona da companhia aérea Germanwings.
Ele era também o copiloto suspeito de derrubar um avião da Germanwings na França, provocando a morte de 150 pessoas.
A noite anterior à meia maratona das princesas foi estressante. Estava dormindo muito pouco nos últimos dias, fui ao parque Animal Kingdom na véspera, tive que preparar a fantasia assim que chegamos do parque em casa e pouco antes de dormir. Mas no fim, mesmo com muito sono, deu tudo certo para acordar e chegar à prova. O marido me deixou na área de "drop off" do Epcot, onde foi a concentração.
Cheguei lá, achei tudo bonito, calmo, organizado. Estava escuro ainda mas todas chegavam animadas com suas fantasias. Tirei foto com a Rapunzel e fiquei ali achando que estava tudo meio vazio. E estava mesmo porque A LARGADA NÃO ERA ALI!
Aquele lugar, na verdade, era apenas o local de recepção e o guarda-volumes. A largada era passando as tendas do guarda-volumes, e depois disso, uma caminhada de uns 15 minutos até os corrals. O meu era o "corral M". Fui muito vacilona mas consegui chegar lá a tempo. O primeiro corral largou as 5:30. Mas a minha largada foi só as 6:22, com direito a karaokê com a música do Journey.
Os animadores da largada já nem sabiam o que falar pra entreter aquela multidão de gente, mas achei ótimo largar cantando Don't Stop Believing. Por mais clichê que seja, foi realmente inspirador. E cada largada de cada corral tinha seu próprio estouro de fogos. Emocionante.
Corri ouvindo música mas de vez em quando tirava o fone para prestar atenção na galera e nas atrações do percurso. Levei a câmera fotográfica e decidi fotografar cada placa de milha. Afinal, era uma experiência única que precisava de registros, né.
Além das placas, personagens foram posicionados em vários trechos para posar com as corredoras. Mas eu só peguei fila para a Branca de Neve (obviamente), a Mary Poppins e o Woody, do Toy Story.
O percurso saía do estacionamento do Epcot, pegava a estrada para o Magic Kingdom, entrava nele, passava pela Main Street, Tomorrowland, por dentro do Castelo da Cinderela e saía do parque pela lateral esquerda. Depois era mais estrada, algumas bem estreitas perto de hotéis da Disney e por fim, voltávamos ao Epcot, passávamos ao lado da Spaceship Earth (aquele globo prateado) e voltávamos para o estacionamento onde era a linha de chegada.
O começo do percurso transcorreu bem rápido. Quando passamos pela entrada do estacionamento do Magic Kingdom eu acelerei porque estava morrendo de vontade de entrar lá! Quero ver logo o Castelo da Cinderela e sentir a emoção quase infantil de estar na Disney!
Lá, havia muita gente torcendo e o tempo todo músicas dos filmes tocando. Toda uma atmosfera pra criar um momento mágico. Realmente vontade de chorar. Corri devagar pela Main Street e quando vi o Castelo desacelerei de vez para tirar muitas fotos.
Passando a entrada e o Castelo, viramos à direita e seguimos pela Tomorrowland. Depois demos a volta para passar por dentro do Castelo. E ali uma grata surpresa para corredoras e mamães de princesas: Elsa, Anna e Kristoff (do Frozen) estavam na sacada para nos recepcionar.
Ao passar pelo Castelo, mais torcida e muitos fotógrafos para registrar a galera na frente daquela estrutura que a gente tanto imaginou nos sonhos.
O resto da corrida não foi nada tedioso, graças a Deus. Muitas atrações, personagens, djs fazendo piadinhas (relaxem, vcs não estão nem na metade!), placas de milhas para tirar fotos, torcida, etc. Tudo ajudou a completar o que parecia ser quase inalcançável: 21 km ou 13,1 milhas.
E o mais incrível é que tinha gente ali de todas as idades e "formatos". Muitas mulheres andavam, claro. Muitas também estavam claramente acima do peso, outras tinham alguma deficiência. Mas a energia era tanta que todas se sentiam empurradas e felizes por estar ali.
Os postos de hidratação e ajuda eram outro show! Muitos. Com Powerade para tomar (era ruim, mas tudo bem) e água. Tudo oferecido em copos, numa quantidade certa para evitar que você desperdiçasse ou jogasse no chão. Muitos lixos para jogar os copos - daí o percurso incrivelmente limpo. Ofereceram também carbogel, barrinha de proteína e até um gel anti-frio para passar nas pernas que eu não peguei porque a temperatura estava absolutamente ideal.
Eu não quis caminhar porque pus na cabeça que não queria fazer a prova em mais de 3 horas. Até porque a gente para muito para tirar fotos e eu queria compensar esse tempo. Deu certo. Fiz em 2h59min! E posso dizer que não caminhei. Existe um tempo limite de 16 min/ milha. Quem passa disso é retirado da prova :(
A chegada foi animada. Tava tocando Shake it Off na hora que terminei. Ganhei minha medalha, peguei a sacolinhas com alguns presentes (capa antifrio, etc). Me jogaram pó de pirilimpimpim (purpurina), mais foto do fotógrafo oficial, kit com comidinhas, banana e mais powerade e milhares de pessoas na área de encontro familiar (o que me levou ao erro de não conseguir encontrar o marido e ter que voltar pra casa de táxi - fica a dica pra combinar CERTINHO - o ponto de encontro porque o local é muito grande e tem muita gente. Nesse ano apenas 24 mil pessoas).
Tirei muitas fotos porque, né? Quase um ano de expectativa e tanta coisa bonitinha! Perdoem o excesso de selfies ;)
Só sei que sai dessa experiência com sensação de dever cumprido por todos esses meses e com uma recompensa incrível: uma viagem de sonhos e uma corrida de sonhos. Li uma vez um livro sobre alguns conceitos Disney de entretenimento: eles querem que você volte. De qualquer jeito. E é claro que eu saí de lá com vontade de voltar e correr tudo de novo correr outra. Correr de noite. Correr todas. Sempre haverá um motivo para voltar.
Quem quiser saber sobre as corridas da Disney, é só ir no site rundisney.com. Tem corrida nos parques da Flórida, no da Califórnia, e também em Castaway Cay, a ilha da Disney nas Bahamas para quem faz os cruzeiros Disney (já fiz e super recomendo).
Já faz quase 1 mês! Tenho que contar tudo sobre a meia-maratona das princesas logo!
Foi uma das melhores decisões que eu tomei quanto à corrida: 8 meses e meio depois de dar à luz, completar 21 km correndo na Disney.
Incluía correr, viajar para os EUA, para a Disney, e passar tempo com toda a família - tudo que eu mais amo no mundo.
Não foi fácil arranjar tempo e abdicar de sono e de momentos com o marido e as meninas para conseguir dar conta de treinar pelo menos 3 vezes por semana durante esses meses.
Mas como valeu à pena.
Então vamos falar da corrida:
Era a prova mais importante que eu iria correr depois da São Silvestre. Mas vou ser bem honesta: com a confusão da viagem, cuidar das meninas, da casa e da programação em Orlando, não sobrou muito tempo lá para me "concentrar" antes da prova. Nada de reflexões sobre o percurso, estratégias, relaxamento, nutrição, último treino. Nada disso. Os únicos momentos que tive para pensar na meia-maratona foram na retirada do kit e na noite anterior à corrida, quando fui dormir muito tarde e minha mãe me ajudou a preparar a fantasia de Branca de Neve.
O kit era retirado no ESPN Wide World of Sports, que fica dentro do complexo da Disney . Fui na sexta-feira de tarde, estava um sol gostoso mas bem frio. Na chegada, você é direcionado a um pavilhão onde pega o bib number (número do peito) e o manual do corredor com as instruções. Havia ainda outro pavilhão, onde estava a feira para fazer compras e retirar a camiseta.
Achei que a Expo toda era só no primeiro pavilhão e na hora pensei que fosse super miado. Fiquei até sem graça. Isso até descobrir que a Expo mesmo era em outro local e estava absurdamente abarrotado de gente!
Falando em compras: comprei vaselina para evitar assaduras, carbogel e algo que eu queria muito: meias de compressão da running skirts (lindas com um coração). Contei para a vendedora que nunca tinha usado meias de compressão para correr e se ela achava arriscado eu usar logo na corrida de domingo. Ela sugeriu que eu desse uma treinada com elas antes pra me acostumar - não treinei - fui para o Animal Kingdom com elas no sábado e adorei. Depois usei na corrida e foi um sucesso!
Na Expo tudo é bem caro, tinha muita coisa frufru que não me agradou, os tênis New Balance da prova eu nem achei tão bonitos. Quase comprei uma fita de cabelo por 10 dólares, mas bodeei. Agora, se você curte brilhosidades, paquitagem, muita coisa rosa pompom e afins na hora de correr aquele é o lugar.
Além das compras, teve também discussões sobre corrida, saúde e dieta. E muitos stands de organizações de caridade envolvidas na prova.
Não fiquei muito tempo porque estava com as meninas, minha mãe e o marido. Mas foi um ótimo preview da incrível organização das provas. Foram 3 corridas naquele fim de semana: 5k da Frozen na sexta (e estava realmente gelado!), 10k Enchanted no sábado e 21k no domingo (com a temperatura mais agradável dos 3 dias!).
Tinha muita gente na Expo, muita mulher, muitas running moms, muitas famílias, tapete vermelho. Um show mesmo. Categoria Disney. Só lamentei não ter visto o treinador oficial da Run Disney, o Jeff Galloway. Mas é sempre bom deixar coisas para se fazer da próxima vez.
E lá se foram 8 meses depois de um dos dias mais felizes da minha vida.
Minha segunda gravidez foi bastante tranquila. Mas ao contrário do que eu previa, não consegui segurar o ganho de peso, mesmo praticando exercícios "de manutenção".
Tentei, juro, mas no final desisti e parei de me pesar.
Depois da cesárea, durante a recuperação no hospital, achei uma balança e pedi para o meu marido ver o número pra mim. Era só pra ele ver e não me falar. Só sei que o primeiro número era 7_ kg. Chuto que estava com uns 71,8 kg. E isso já descontando os 3 quilos da Stella.
Fiquei muito inchada nos primeiros dias e semanas. Rolou um desespero sim, de achar que a gente nunca mais vai voltar ao "normal".
Mas voltei.
Nesse fim de semana me pesei e constatei que em 8 meses fui dos estimados 71,8 kg para 50,8 kg.
- 21 kg.
De novo: sou uma pessoa diminuta. Eu não consigo imaginar o quanto meus joelhos e coluna estavam sofrendo por carregar 21 kg a mais.
E como aconteceu isso? Como foram embora 21 kg em 8 meses? Fiz algumas coisas certas e também algumas erradas.
Fiz certo de voltar à academia. Comecei bem devagar, caminhando e fui aumentando gradativamente e praticamente sem faltar. Recomecei no dia 14/07 e no dia 15 fiz a inscrição na meia-maratona das princesas da Disney. Então eu não poderia me dar ao luxo de não treinar.
Para não desistir de treinar, eu simplesmente não parei para pensar que existia a opção de descansar. Então nada de chegar em casa do trabalho e esticar as pernas no sofá. Era chegar, por a roupa da academia e descer direto, sem titubear. Nos fins de semana, eu fui obrigada a arranjar tempo para o longão, fosse de manhã bem cedinho ou no domingo às 20h.
Chegou uma hora em que eu parei de pensar muito na comida. Com o fim da licença maternidade e a rotina de trabalho, buscar na escola, cuidar da casa e tals, também malemal sobrava tempo pra comer. Nada de lanchinhos fora de hora. Não tinha besteiras à mão para comer rápido, então não petiscava.
Outra coisa: eu parei de comer por obrigação. Principalmente quando eu compro o almoço aqui no trabalho, por exemplo, eu sempre me vi obrigada a comer tudo porque eu paguei caro pela comida. Mas nos últimos tempos, se a comida não estivesse boa, eu simplesmente deixava de comer o resto.
Em casa também não faltam frutas. Especialmente porque agora, toda semana, tenho que mandar as frutas para a papinha da Stella no berçário.
E o jantar diminuiu muito. às vezes é só um pedacinho de pão integral com requeijão, ou peito de peru, ou algo assim. (Menos na sexta que praticamente virou o dia semanal da pizza)
Agora a parte errada. Por que sou adepta do #keepitreal.
Tinha dias que, antes de dormir, eu comia meio pacote de biscoito wafer de limão. MEIO PACOTE DE BOLACHA RECHEADA ANTES DE DORMIR. Nessa fase é claro que eu não estava emagrecendo.
A volta ao trabalho gerou muito estresse. E quando eu fico nervosa e apreensiva eu perco a fome. Teve um período de 10 dias em que eu perdi 3 kg, a unha quebrou, o cabelo caiu, os olhos ficaram fundos. Não foi uma fase bonita. O leite que já não estava satisfazendo muito a pequena acabou por secar de vez quando ela fez 6 meses. Infelizmente. Esse não é o jeito certo de perder peso.
Eu não consegui e não consigo ainda fazer tanta musculação quanto eu gostaria. Na verdade estou condensando um treino grande em uma vez só por semana. TÁ ERRADO ISSO, GENTE, eu sei. Por isso eu agradeço todo dia por meus joelhos e articulações não quebrarem.
Então hoje estou muito perto do peso mais baixo que eu já atingi na vida adulta, aquele que eu estava quando descobri que estava grávida de novo em setembro 2013. E, assim como naquela fase, estou magra, porém mole. Por isso, depois da meia-maratona das princesas, vou mudar um pouco o foco e manter a corrida, só que menos, e aumentar a musculação. A grande diferença hoje está na barriga - que ainda não voltou para o lugar porque ela esticou demais na gravidez. Estou com um pouco de excesso de pele, mas também não estou paranoica por causa disso.
8 meses: saindo da maternidade -no auge do inchaço pós-parto -, e no último longão de 12 km
Agora avaliando esses meses, eu posso dizer com certeza que a corrida foi o fator principal para ajudar a perder o peso. E, como da outra vez, o foco não foi o emagrecimento, foi a corrida. Eu simplesmente queria e gostava (quero e gosto) de correr 3 vezes por semana. Simples assim. Tudo veio em decorrência disso. Minha saúde física e emocional, inclusive.