segunda-feira, 3 de março de 2014

Fecha Fevereiro

Fechei o mês de Fevereiro com 55 kms caminhados levando baby Stella no barrigón e pegando bem na musculação. Mas o mês não terminou num bom tom.

Aos poucos algumas coisas começam a me atrapalhar. Primeiro uma dorzinha chata no pé. Depois comecei a perceber que as caminhadas não estavam mais rendendo tanto. Meu batimento cardíaco está subindo o que representa que eu preciso diminuir cada vez mais a velocidade da esteira para manter o ritmo com o qual eu me comprometi: não passar de 130 bpm. Fora isso, comecei a ter momentos de taquicardia e cansaço extremos, o que minha médica explicou que é normal.  De fato, li que o cansaço do primeiro trimestre pode voltar agora nessa fase da gestação. E permanecer até o final. Ou seja, os exercícios devem diminuir. 

É bem estranho para quem costuma treinar, especialmente corrida, ver tudo isso acontecer. Porque em condições normais de temperatura e pressão o que vc nota é a evolução: a velocidade aumenta, seu batimento diminui e vc vai se sentindo cada vez melhor. E não é assim com a gestação, pelo menos com a minha. 


Essa reprogramação mental diária que a grávida tem que fazer é um desafio e tanto. E causa muita frustração às vezes. É o ponteiro da balança que só sobe e o da esteira que só diminui! É a carga da musculação cortada ao meio e a fome duplicada, ou tri, ou quadruplicada. 

Enfim, eu sei que tudo isso é por um bem maravilhoso que está por vir. E também sei que eu já passei por essas fases mais chatinhas, ganhei uma filha linda e voltei a correr. Até brinquei que estou acostumada a recomeços. Então agora é pensar nesse futuro lindo que está chegando em junho e tentar não esquentar a cabeça. 



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dormir X Acordar

Vou escrever uma coisa que pode até soar estranho para os meus próprios ouvidos depois de uma vida de reclamações. Mas ultimamente dormir mal não tem mais sido um grande problema.

Por dormir mal leia-se: dormir tarde, acordar cedo, acordar várias vezes durante a noite, acordar com ronco, acordar com choro de bebê, acordar cedo para fazer ginástica, para ir ao médico. Dormir tarde esperando o marido chegar, ou para dar leite para a filha. Acordar de madrugada simplesmente para virar de um lado para o outro por causa da barriga gigante. Acordar no meio da noite para fazer xixi (várias vezes) ou por causa de um chutinho que você sentiu dentro da barriga. Acordar cedo para trabalhar no plantão. 

Acordar

Dormir

Essas palavras têm pesado bem menos na minha vida ultimamente e confesso que não estou entendendo porquê. Apenas comemorando. Não sei qual tipo de programação mental meu cérebro fez, mas por exemplo, esse texto está sendo escrito as 4:50 da manhã. Estou acordada desde as 2:30 e tenho q me levantar as 5 para fazer exame médico. 

E nada de grave aconteceu esta noite pra que eu perdesse o sono assim. 

Eu não sei até que ponto essa espécie de tranquilidade sonífera vai durar quando baby #2 chegar. Mas minha expectativa é que isso se prolongue por muito mais tempo. Assim eu sofreria menos pra cuidar das minhas pequenas e não perderia o ânimo pra ir treinar pela manhã. 

Mas não tenho como saber. Somente após a segunda semana de junho é que vou descobrir como será o sono de uma mãe de duas meninas pequenas e que quer ter fôlego pra correr. 

Como será esse amanhã, hein? 


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gestante lesionada

Domingão de folga e eu super entusiasmada para aproveitar o dia fresco no interior para caminhar no parque. Até instagrei uma foto fofa do meu trote-gestante no parque e voltava animada para casa quando...

Meu pé começou a doer.

Era uma dor daquelas internas, que não parecem ser musculares. Fiquei revoltada na hora. "Não é possível. Eu estou andando na velocidade de uma tartaruga. Um pace ridículo de 12' por km! Estou grávida de 25 semanas. Estou LENTA. Eu não posso ter sofrido uma lesão agora."

LESÃO.

Só de pensar na palavra fico com raiva, fico assustada e aflita. Lembro da fratura por estresse, da dor na lombar, do tempo de molho, da angústia de não poder correr por meses...

Mas peraí. Eu não vou poder correr por meses. De qualquer jeito;


Quando esse pensamento veio, de repente me dei conta. Eu estou GRÁVIDA. Eu realmente não vou poder correr por meses.

Fiquei mais aliviada, confesso. Decidi passar uns dias sem caminhar na esteira. Talvez tente a bicicleta sentada, ou o transport, mas sempre com frequencímetro e apenas se me sentir confortável. Os exercícios na musculação eu consigo fazer porque não vou forçar a pisada em nenhum deles.

Mas é bom me lembrar disso de vez em quando: lesões existem. Previna-se sempre.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Corre, Princesa

É muito esquisito uma grávida de 6 meses com uma barriga gigante não parar de pensar na ideia de correr 21 km?

Pois é isso que tem acontecido comigo especialmente por causa desse fim de semana, quando vai acontecer uma prova das mais bacanas e só para mulheres num dos lugares mais legais do universo.

Esse é o fim de semana da Meia Maratona das Princesas da Disney. Milhares de princesas vão se reunir para percorrer 21 km nos parques da Disney, na Flórida. O percurso inclui trechos do Epcot e do Magic Kingdom, inclusive passando pelo Castelo da Cinderella.


Como no fim de semana da Maratona da Disney, esse aqui também é um evento grande que inclui outras corridas: a de 5 km para a família, a de 10 km Encantada e a Meia-Maratona das Princesas (21 km ). Além de, claro, o Desafio do Sapatinho de Cristal que é correr 10 km no sábado e os 21 km no domingo.

É muita corrida para pouca Disney.

Fiquei imaginando se eu conseguiria correr 21km. Pra mim essa distância é um desafio incrível porque te exige mais do que 3 treinos semanais e o que eu preciso (e gosto): disciplina.

Mas gente, são 21 km! É muita coisa. Será que eu conseguiria?

Princesas de todas as idades, paces e tamanhos
Vasculhando na internet achei muitos vídeos, relatos e fotos de mulheres que participam da Meia das Princesas. Nem todas são musas fitness. Na verdade, a maioria não é. Muitas são corredoras amadoras, estudam, trabalham, cuidam da casa, são mães, namoradas, solteiras, magras, gordinhas. Tem mulher de todo jeito que corre essa distância e especialmente essa prova. Uma das dicas mais legais que eu vi para a Meia das Princesas é a seguinte: não precisa acelerar seu pace - os 21 km vão continuar sendo 21 km se você correr devagar ou rápido. E além disso, a corrida é praticamente um passeio, é hora de curtir os parques, a música, e até mesmo os personagens que estão pelo caminho e que, se vc estiver disposta, pode parar para tirar fotos com eles. Então ficou a ideia de que correr 21 km é possível, principalmente se forem 21 km como esses.

E para alegrar a tarde dessa mulherada linda que se vira nos 30 para abraçar a vida e a corrida, que tal músicas de divas para inspirar?




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Powersong de Valentine's Day: powercouple Beyoncé & Jay-Z

Eu ia postar outra, mas fica aqui a dica de uma powersong que está na minha playlist e como hoje é Valentine's Day (Dia dos Namorados gringo) deixo aqui um casal mega-poderoso da música e "doido de amor".

Essa não é a minha favorita da Bey, e não uso ela necessariamente na hora do #paunogato. Mas ela quebra um galhão no ritmo intermediário e agora que eu também estou só caminhando ela vira uma powerwalksong.

E o casal B&J é invejável demais, né? Vamos combinar! Lindos, ricos, apaixonados, ótimos artistas.

Só tem uma ou outra coisinha no clipe que eu não curto tipo o shortinho com escarpim vermelho e a coreografia "baixando a santa sexy". Mas que a mulher tem um corpão, ela tem. E a música é de primeira.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sentar e não dobrar... who cares???

Cravar que uma coisa está certa ou errada é uma ação audaciosa que pode gerar muita polêmica.

Mas na minha vida, na minha opinião, tem mensagens que eu considero certas para receber e assimilar. Agora que eu navego muito pelas redes sociais me atualizando sobre temas que envolvem corrida e vida saudável, todo dia me deparo com alguma mensagem que simplesmente me irrita.

Já falei aqui que detesto foto de comida no instagram. Tipo "hoje comi esse prato [horrível] de salada com frango ralado". Não que salada com frango ralado seja ruim de comer. Mas não é um prato bonito. Eu até posto foto de comida/bebida uma vez ou outra, mas procuro tirar a carga "light" com uma brincadeira ou postando a foto de alguma comida que eu realmente considere fotogênica.

Outra coisa que vem me irritando é essa obsessão pela barriga negativa. Gente, barriga é barriga. Ela existe, portanto, é positiva, +1, é um fato da vida. Aceitem. Por isso, cada vez que vejo essa foto distribuída por aí, ou eu reclamo, ou deixo de seguir essa pessoa. Hoje mesmo deixei de seguir mais uma que postou. Porque esse tipo de mensagem não me inspira, não me motiva, não me interessa.


Que missão, o quê? Missão é ser saudável e feliz, gente! Vamos parar com isso. Que coisa mais chata.

O desequilíbrio entre mensagens que EU considero positivas com as negativas é grande. Por isso, fiquei muito feliz quando, no instagram de uma gringa, li a seguinte frase que, essa sim, me motivou bastante:

Você sempre foi bonita. Agora você apenas está decidindo ser mais saudável, mais em forma, mais rápida e mais forte. Lembre-se disso.

É isso. Nossa barriga positiva e nossa auto-estima agradecem.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A corrida, a gravidez e um bate-papo de mães no consultório

A grávida não corre mas não abandona a corrida... pelo menos as conversas sobre ela.

Esses dias, no consultório da minha obstetra para uma consulta de rotina, engatei uma conversa com outra paciente cuja primeira filha nasceu há 5 meses.

Primeiro ela e a secretária estava num bate-papo animado sobre os primeiros meses da menina e sobre a gravidez dela, então fui gentilmente integrada à conversa com a referência: a Mary já é especialista, já está na segunda.

Conversa vai, conversa vem, a mulher me contou que teve uma gravidez complicada porque tomava muitas injeções anticoagulantes e ainda por cima tem diabetes. Seguiu fazendo seu histórico: passou 7 anos tentando engravidar. Fez dois tratamentos de fertilização in vitro que não deram certo e quando ela desistiu... a filha veio.

Comentei que não é a primeira vez que ouço uma história assim e ela continuou a me contar mais sobre ela. Adivinhem: é corredora. Saquem o relato.

Ela contou que passou todos esses anos tentando engravidar em vão. Aí, no último ano, começou a correr. Corria direto e intercalava o treino com natação. O organismo dela reagiu. A diabetes estava mais fácil de ser controlada, ela emagreceu e de repente: PLIM! A sementinha implantou.

Eu e ela concordamos na hora que a atividade física certamente preparou melhor o corpo dela para que ela se tornasse mãe, algo que nem as fertilizações in vitro estavam resolvendo.

Depois ainda rimos um pouco com os perrengues das mães corredoras. Ela quer voltar a correr logo, mas só vai começar depois dos 6 meses de amamentação, conforme a nossa médica pediu. Enquanto isso está caminhando e preparando o terreno com o marido para arranjar um horário para voltar a correr. Ela disse que estava com muitas dores nas pernas e que a volta aos exercícios no pós-parto está melhorando muito esse sintoma.

Mães que correm

Mas o que me deixou com uma inveja louca, foi ela lembrar com prazer que outro dia aumentou a velocidade da caminhada e trotou um pouco com um pace baixinho... e que se sentiu muuuuuito feliz.

As duas riram e eu comentei: é, a gente não consegue mais abandonar isso. E mostrei pra ela a revista O2 que eu tinha levado para ler no consultório.
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