quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

90ª São Silvestre! Eu fui! Eu fiz!

E que maneira melhor de terminar um ano do que correndo? E correndo a corrida de rua mais famosa de São Paulo, do País!

Era pra ter sido no ano passado depois que eu consegui cumprir a promessa de emagrecer. Mas aí, bem na época da inscrição, veio a gravidez. O projeto ficou adiado por um ano e quando chegou a hora da inscrição de novo fiquei apreensiva - teria apenas 7 meses para treinar a partir do nascimento da baby número 2.

Stella veio no dia 30 de maio e no dia 14 de julho voltei para a academia. Quando chegou setembro e a inscrição refleti muito. Valia à pena o esforço físico e financeiro ($135!)?

SIM e SIM.

Treinei, treinei e treinei. Superei minhas distâncias. Cheguei aos 10, depois 11, 12, 13km! Não me senti preparada, mas sabia que ia conseguir terminar. E quis fazer isso com estilo... estilo Mulher Maravilha. Um ano de tanto trabalho, correria, cuidados com a família. Foi assim que eu me senti para dar conta de tudo. Então decidi vestir o uniforme e fui à luta.

Comprei uma roupa nova na feira da São Silvestre, no dia da retirada do kit. Minha mãe deu uma procurada nos assessórios para mim e voilá: Mary Maravilha surgiu:

Na véspera eu nem tive tempo de me preparar psicologicamente. Não deu pra fazer a musculação necessária, não deu pra meditar, não deu pra pensar na estratégia, no percurso, nada. Não deu pra comer direito, nem dormir 8 horas para relaxar.

Mas chegou o dia 31/12 e lá fomos nós. Família me deixou na Alameda Santos e de lá fui encontrar a turma do Divas que Correm que também iam fantasiadas de Maravilhas. Encontrei os colegas da Firma e levei a @instagramdakitty para correr comigo.

O TRAJETO

Coração no centro de SP
Às 9 h soou a sirene. Menos de 10 minutos depois cruzamos a largada. Ritmo tranquilo pra aguetnar o tranco. Estava muito quente. Correr com esse sol no "côco" não é fácil. O começo foi lindo, passar sob o viaduto da Paulista e ouvir o povo todo gritando! Depois veio a descida fatal da Major Natanael - um perigo. Lá embaixo estava a grua com a câmera da Globo ("Mãe, tô na São Silvestre!). Passamos tranquilamente pela Avenida Pacaembu. Lá embaixo, um pepino - na entrada da Rua Margarida, primeiro posto de hidratação, o espaço afunilou. Todo mundo ficou apertado, tipo show de rock, foram uns 5 minutos de aperto até pegar a água e seguir. Até o Memorial da América Latina, outra ladeira e um ventinho delicioso para refrescar. Depois tivemos uma pequena subida, não achei grave, não, fomos bem. Vi dois caras levando corredores com necessidades especiais. Deu vontade de chorar de emoção pelo espírito guerreiro e pela força de vontade dos cadeirantes e dos caras que empurravam a cadeira pra eles. O Viaduto da Avenida Rudge e a Rio Branco foram tranquilos, com exceção do posto de hidratação de gatorade que deixou o chão da avenida um lago laranja e grudento. No centrão, o calor apertou - e o cansaço também. Na frente do Teatro Municipal, eu já tava meio morta com farofa. Foi então, no km 10, que recebi a ligação do meu marido me informando o ponto onde estavam me esperando: Lá na Brigadeiro.

Ai meu Deus a subida da Brigadeiro!

Depois de passar pelo viaduto do Chá e pela prefeitura, logo veio uma curva e o povo começou a gritar. E eu pensei, mas é isso? Já chegamos?

Já.

E começamos a subir.

O tempo todo eu fiquei monitorando o número das casas para encontrar minha família. Eles estavam no 2000 e pouco e eu olhando tudo desde o 201.

Kitty precisou me abandonar para caminhar um pouco. Eu resisti à caminhada até onde pude. Chegou uma hora na subida que eu cedi e parei o trote. Mas as pernas doeram tanto e que fui obrigada a continuar trotando - a caminhada doía mais que a corrida.

E depois de procurar muito, logo encontrei meus amores:




Saí correndo feliz num sprint e de repente me dei conta de que a subida tinha acabado. Acabou?! Já?! a expectativa de encontrá-los acabou me distraindo da dor da subida e ela acabou se mostrando mais fácil do que eu imaginava. E então, logo ali veio a curva à direita. A Paulista. A gritaria. Acabou.

Cruzei a linha de chegada, tentei chorar mas não tinha fôlego nem lágrimas de tanta secura e suor.

Nas horas mais difíceis eu só conseguia pensar que o bom não era chegar, era estar ali. "A Felicidade é o Caminho" - eu ficava repetindo pra mim mesma. Foi muito emocionante fazer parte dessa festa. Energia inacreditável. Alegria e superação por todo lado. Foi a decisão mais acertada que tomei sobre corrida esse ano.

DEPOIS

Passei o dia na energia da SS. Fomos viajar, passamos a virada do ano no interior. Tudo lindo - até o dia seguinte.

TUDO DOÍA. Músculos que eu nem imaginava que tinha, ou que nunca tinha sentido antes doíam. Bumbum, canelas, braços, exaustão total. Dormi umas 3h30 no meio da tarde sem conseguir me levantar. Mas não achei ruim não - souvenir de um dia especial, de um ano de conquistas.


 Num pequeno balanço acho que mais acertei do que errei:

Acertei na playlist (vou postar depois), na ideia de me vestir de Mulher Maravilha com roupas próprias de ginástica (e não com uma fantasia), no pedido para que a família fosse me apoiar lá (deu muito certo na Brigadeiro).

Não acho que errei, mas certamente poderia ter me preparado melhor fisicamente quanto à musculação e ao sono - nunca é demais. E claro, deveria ter me lembrado que existe o day after - e todas as suas dores musculares.

Mas tudo bem - foi ÓTIMO! A melhor maneira de fechar com chave de ouro e com um pingente de diamante esse ano tão louco que foi 2014.




Essa vai pra minha amiga Ana Júlia! Minha pupila na corrida que superou a mentora: minha ídola!


E agora que venha a Meia Maratona das Princesas na Disney!!!!

22/02/2015 tá logo aí.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Vida corrida

2014 foi um ano literalmente corrido pra mim. Grávida da segunda-filha, comecei o ano caminhando e fazendo musculação (de leve), depois dei à luz no final de maio e já em julho decidi voltar a corrida.

Com autorização da médica, voltei para a academia e bem lentamente voltei a correr. Foi uma emoção muito grande passar do caminhar para o meu primeiro minuto de trote. O retorno é uma delícia.

E de uma hora para outra me vi neste domingo completando uma corrida 12 km no parque. #alôka



Motivos para essa correria toda para correr: metas, sonhos, desafios para a Mary que corre (não a Mary mãe, jornalista, administradora do lar, esposa, etc.).

Relutei muito mas decidi me inscrever para a São Silvestre. são 15 km, com muita subida, muito calor, muita gente. Mas achei que seria um teste importante para desafios ainda maiores de 2015. Para dar conta de não quebrar nas ruas de São Paulo, precisei me dedicar ao treinamento. E melDels, como tem sido corrido.

O dia começa entre 5h e 5h40 da manhã. Mary sai correndo para o trabalho. 15h, 15h30, Mary sai correndo do trabalho para tentar chegar em casa e correr para a esteira e na esteira. 17h Mary sai correndo da esteira para a escola das filhas. 18h Mary volta correndo pra casa e corre para fazer jantar, dar comida pras filhas, banho, trocar fralda, arrumar a casa, lavar mamadeira, prepara mochila, mala, lancheira, marmiteira, põe todo mundo pra dormir zzzzzz.

A questão é que estou sempre correndo mesmo quando não estou literalmente correndo.

A combinação disso com o stress do retorno ao trabalho pós-licença maternidade acabou fazendo com que eu perdesse além de horas de sono, um pouco de peso e até cabelo.

Mas foi uma fase de readaptação. Consegui manter os treinos mesmo após vários momentos de desespero e de "eu não aguento". E neste sábado fiz meus primeiros 12 km.

12 km.

Parabéns pra mim!!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

#NoExcusesNoah

Faz tempo que eu não posto aqui por - olha ironia - falta de tempo. Mas consegui uma brecha depois de me inspirar na história de um cara sensacional que eu vi no programa da Ellen DeGeneres.

Noah Galloway entrou para o exército americano após os atentados de setembro de 2001. E foi gravemente ferido em combate. Ele perdeu parte da perna e do braço direitos num ataque em 2005.

Voltou pra casa arrasado. Passou a beber, fumar, só ficava em casa. Até que decidiu mudar.

Se matriculou numa academia 24 horas e foi malhar de madrugada porque tinha vergonha do corpo.

Começou correndo 5k, 10k, 42k.

Passou a fazer corrida com obstáculos.

Malhou muuuuuito.

E desde então ficou assim:

"Todas chora"
Personal Trainer, 33 anos, 3 filhos, capa da Men's Health americana e com esse corpitcho.

Seu próximo passo é um Ironman.

Galloway tá no insta e no face (corre lá, gentche! @noahgallowayathlete).

Ele usa a hashtag #NoExcusesNoah pra motivar aqueles que acham uma desculpa pra tudo na vida.

Mais sobre o gato, aqui > Men's Health

Dinada, gatas ;)

Reprodução: Facebook


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eco Run 2014 - de volta aos 5 km!

A data não poderia ter sido mas acertada: 28/09/2014

Exatamente um ano antes, eu fazia minha última corrida de rua antes de descobrir que estava grávida. Foram 5 km na Fila Night Race 2013 numa noite garoenta na véspera do meu aniversário de 32 anos. Meu marido chegou a levar minha filha para que ela finalmente me visse correndo mas a garoa fez a gente mudar os planos. Fiz um bom tempo (para o meu pace de pangaré) mas mesmo assim me senti extremamente cansada... Era aquela sementinha que já estava crescendo dentro de mim.


Aperta o FF

E cá estamos nós de novo - agora a corrida é o Circuito Eco Run 2014, no Jockey Club de SP, meus primeiros 5 km em um ano. Meus primeiros 5 km depois que eu me tornei mãe de duas princesas! Minha segunda filha chegou aos 4 meses enquanto eu voltava a correr na rua.

Voltei a treinar desde meados de julho e tive alguns probleminhas. Nessa última semana cheguei a ir ao ortopedista por conta de uma dor no pé, que por sorte era apenas muscular. Então tomei ibuprofeno e investi no salompas pra aguentar o tranco.

Além da recuperação física precisei me dedicar a ainda outros detalhes. A diferença na logística agora para participar de uma prova é tremenda, já que preciso me programar para dar de mamar antes de sair e então tenho que voltar correndo para amamentar a baby de novo (ela ainda não mama na mamadeira).

Chegando lá conheci uma mulher que, do alto de seus mais de 50 anos (que não pareciam), me disse que já correu 6 São Silvestres e me incentivou ¨correr é muito bom e os benefícios você vai ver principalmente quando ficar mais velha¨.

Mais tarde, eu e minha parceira Cara - minha amiga de colégio que começou a correr depois de mim e já tem duas meia-maratonas no currículo - nos juntamos a milhares de camisas vermelhas para suar nas ruas do Butantã (pertinho de casa). Ela fez 10 km, eu 5. Fomos correndo e conversando até mais ou menos a metade do meu percurso, quando chegou a hora de nos separarmos. Ela gritou que estava com inveja de mim (porque meu percurso estava acabando) e eu respondi que inveja eu tinha era dela, que estava prestes a pôr mais 10 km na conta dela.



Fui correr tranquila e satisfeita. Não fui fazer tempo, fui curtir o percurso, a multidão correndo junta, a corrida de rua. Sem pressa de terminar para poder desfrutar daquele momento que por tantos meses eu sonhei em viver de novo. Não pensei nos perrengues, só em respirar, em não caminhar, em não parar.

Foi demais.

E saí dali com a certeza de que não quero parar.

Foto Ativo.com (Sério, sair bem em foto de corrida
é um dom que eu não possuo, mas não desisto nunca)
Então recomeçamos assim: 5 km - check!

sábado, 6 de setembro de 2014

Mãe de legging X mãe de moletom

Esses dias me peguei pensando em quão sortuda eu sou por ter duas meninas lindas e saudáveis. Minhas filhas são meus bens mais preciosos e eu faço tudo o que for preciso por elas. Elas são a minha felicidade. 

Mas além de cuidar da minha família, que é a coisa mais importante do mundo pra mim, eu também preciso cuidar de mim. Equacionar esse tempo que precisamos tirar para nós mesmas é um dos maiores desafios da mãe moderna em termos de logística, sanidade e culpa. 

Mães recentes sabem que culpa se torna nosso nome do meio por um bom tempo. Tudo que os filhos passam de ruim nós achamos que a culpa foi nossa. Se ficamos perto e os mimamos somos culpadas, se ficamos longe deles ficamos é com o coração apertado. 

Após a minha primeira gravidez eu quase não conseguia fazer nada sozinha. Não conseguia achar um tempo pra mim. Demorei muito para voltar a correr. A sensação é de que aquele serzinho não vai conseguir sobreviver sem a sua presença. E que ninguém mais vai dar conta do choro dele além de você. 

Para quem tem a sorte de amamentar o bebê exclusivamente com o leite do peito, existe ainda a quase obrigatoriedade de estar sempre perto da criança. Já que ela literalmente precisa de você para se alimentar. 

Por isso é muito fácil se tornar o que eu chamo de mãe de moletom. É a mulher não consegue achar um tempo pra ela. A loucura com os filhos é tanta que não sobra tempo para cuidar do corpo e nem das suas roupas. Enfim, da auto-estima. Se o emagrecimento não vem, também não vem a vontade de usar roupas bonitas e então é só jogar o moletom largo por cima. Quem nunca criticou?

Pois é, eu critiquei. Mas confesso que apesar de todas as minhas expectativas para voltar às atividades após a segunda gravidez, vez ou outra eu me pego sendo uma mãe de moletom. A correria do dia a dia não nos deixa tempo para a academia, para arrumar o cabelo , para se vestir direito. E então você se vê levando os filhos na escola de calça jeans semi-baggy ( acima de 30 entenderão), moletom e de crocs. 

Quedê dignidade, né?!

Daí que eu entendi essas mulheres e seus moletons, mas também outras. Aquelas mulheres que eu sempre julguei em silêncio: mães do meu condomínio que eu sempre via vestindo roupa de academia, não importava a hora do dia. Algumas são donas de casa e é fácil criticar : "nossa, já não trabalha fora e ainda por cima só vive na academia!"

Pois agora eu vou explicar quem são essas mães de legging: mulheres que se desdobram em mil para cuidar da casa, do marido, dos filhos, de si mesma e que estão sempre de legging para aproveitar nem que seja 30 minutos de intervalo do seu dia para correr para a academia e pensar na própria saúde e na auto-estima. 


Parece fácil, mas eu estou sentindo na pele que ser mãe de legging é um desafio danado. 

O dia que eu planejava usar para fazer tantas coisas durante a licença-maternidade simplesmente voa e me dedicar à corrida é uma dureza. Eu praticamente só consigo se tenho ajuda em casa e da família. Como eu não posso ficar muitos dias sem treinar, tive que recorrer a levar a bebê pra academia algumas vezes. O treino foi feito pela metade mas pelo menos minha anjinha colaborou bastante. 


Se está difícil agora, já me da calafrios pensar em como eu vou ajustar meus horários quando voltar ao trabalho! Haja logística. 

Apesar de toda a dificuldade eu não quero e não vou abandonar a corrida. Ela faz tão bem pra mim que eu tenho certeza que isso se reflete nos meus relacionamentos e faz de mim uma pessoa melhor. É o que chamam de runtherapy, eu acho. 

E deixo aqui meu elogio às mães de legging e meu apoio às mães de moletom. Força, amigas. #tamujuntas

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A primeira corrida da minha Mini-Gata

Neste fim de semana finalmente consegui levar minha pequena para sua primeira corrida! Já ensaiei várias vezes mas a gente ficava com dó de acordar a pequena tão cedo (ela não curte as manhãs, assim como o pai). Mas dessa vez não teve desculpa, até porque ganhamos a inscrição do blog Divas que Correm, graças a uma foto mega-fofa minha com a Olívia que eu postei no Instagram (eu sabia que ia ganhar porque a foto é fofa demais, e não falo só por corujisse não.  Hahahah)


No sábado fomos buscar o kit: uma camiseta fofa, número de peito e várias guloseimas dos patrocinadores. À noite deixei tudo preparado para não esquecer nada, já que a operação engloba ainda levar não só a corredora de 2 anos e 10 meses mas também a irmã de 3 meses. 



No domingo de manhã foi uma correria (no sentido figurado). Acordamos as duas, vesti a mini-corredora, me vesti de corredora (porque eu também queria sair bem na foto;) e partimos. Chegamos no Shopping em cima da hora, quando a categoria da Olivia já se encaminhava para a largada!


Deu tudo certo, em blocos de 4 ou 5, as meninas partiam com os pais na largada. Corremos muito pois havia um pai-coelho na nossa frente o que incentivou a Olivia a correr muito rápido de mãos dadas comigo! Foi muito divertido - e muito rápido também. Hahahah a corrida de 50m durou apenas alguns segundos.


Mas a chegada era no parque da Xuxa, dentro do shopping. Meu marido foi nos encontrar lá dentro com o carrinho e a pequenininha e levamos a Olivia para brincar nas atrações. Em algumas ela se divertiu muito, em outras chorou e não queria ir sozinha. Mas no geral foi um dia de muita diversão. 


Tiramos muitas fotos dela com a medalha e todo o tempo lembrávamos ela de como foi legal o passeio. "A Olívia foi correr hoje, vovó. Ela correu muito rápido. Lembra que você correu hoje com a mamãe, filha?"


Eu ainda quero muito que ela vá me ver numa corrida de adultos. Não sei se ela vai se sentir muito confortável com tanta gente (ela fica meio intimidada ainda) e não sei se ela vai curtir acordar cedo só pra isso. Mas gostaria muito.  

E já tenho planos para as corridas desse ano. Ela vai ter oportunidades. Hahahaha


E espero mesmo que ela curta esse mundo da correria.


domingo, 17 de agosto de 2014

Robin, o corredor

Semana passada ficamos todos chocados ao saber da morte do ator Robin Williams. O comediante, que já teve histórico de abuso de álcool e drogas, sucumbiu à depressão e provavelmente não agüentou os primeiros sintomas do Mal de Parkinson, doença que ele não tinha revelado ao público que sofria. 

Além do Mal de Parkinson, tem outra coisa que eu não sabia e provavelmente muita gente não sabia sobre ele: Robin Williams foi um corredor. E não um simples corredor. Ele ganhou competições na escola e chegou a fazer 10k em apenas 34min21seg. Ele também praticava triatlon. 

Robin não corria mais mas uma organização que ajuda jovens com deficiência a praticarem esportes. No Instagram, a organização postou várias imagens do ator em seus eventos e lamentou sua trágica passagem. 


Eu também lamentei demais porque quando lembramos dos filmes dele, normalmente não conseguimos segurar o sorriso. Praticamente todos eram "feel-good movies", ou filmes que nós ensinavam belas lições sobre a vida e a complexidade do ser humano. 

É uma pena saber que não o veremos mais nas telas nem nas pistas da vida. 


A matéria da Runners está no link abaixo. E traz ainda um vídeo engraçado de um show de stand-up comedy onde o ator explicava por que correr uma maratona dava mais barato do que usar cocaína (em inglês).

http://runnersworld.com/general-interest/robin-williams-had-deep-running-roots


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