Faltam 10 dias para correr minha segunda meia-maratona da vida. 21 km me aguardam na USP junto com a mulherada na W21K da Asics, corrida que foi elogiadíssima no ano passado e na qual eu me inscrevi para tentar retomar o ritmo depois da moleza que veio após completar a minha primeira meia-maratona na Disney em fevereiro desse ano.
Só que quem achou que eu estou treinadíssima, preparadíssima, fortíssima igual da outra vez... Achou errado.
A gente acredita que aprende algumas lições quando adulta mas olha aí. Não estou treinada como deveria, nem na parte aeróbica, nem na muscular. Não cheguei a fazer nenhum longão decente e agora só tenho 10 dias pra isso.
Tive 2 últimos meses bastante atípicos. Não é desculpa. É apenas a vida.
Mas estou bem mais positiva do que parece. Já corri a minha São Silvestre e já corri 21 km. Não chegarei iniciante. Sei o que posso encontrar pela frente. Claro que sempre haverá aprendizado a cada quilômetro. Não diria que estou segura, mas diria que estou em paz com minhas escolhas até aqui.
E eu sei que vou completar. Apenas isso.
Hoje faltam 10.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
W21K: 10...
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
Aceitação
Há algum tempo venho tentando acreditar que o mundo está caminhando pra um lugar melhor, de maior compreensão, de mais tolerância, de mais inclusão. Inclusive o mundo da corrida. E tal não foi minha incrível satisfação ao me deparar com essa imagem na capa de uma revista de corrida feminina:
A corredora da foto e a revista fizeram muito por muitas mulheres. Chega de estereotipar. Chega de padrões. Tudo é pra todos. A corrida é pra todos. A novaiorquina Erica Shenck corre há 10 anos e não tem o típico corpo de corredora. E daí?!?! A própria editora da Women's Running disse que uma vez elogiaram o corpo dela "ela tem corpo de corredora" - só que na realidade, além de corredora, ela era anoréxica.
Acho que a gente precisa ser inundado de imagens diferentes, de tipos diferentes, de gostos diferentes em todas as áreas da nossa vida, simplesmente para quebrar algumas regras que foram embutidas na nossa mente de como as coisas devem ser, de como as pessoas devem ser. Apenas deixe as pessoas serem. E respeite.
Um beijo para a Caitlyn Jenner.
"Para as pessoas que se perguntam o que é isso: isso é sobre o que acontece a partir daqui. Não é só sobre uma pessoa. É sobre milhares de pessoas. É sobre nós aceitarmos uns aos outros." - Vale pra muita coisa, Caitlyn.
A corredora da foto e a revista fizeram muito por muitas mulheres. Chega de estereotipar. Chega de padrões. Tudo é pra todos. A corrida é pra todos. A novaiorquina Erica Shenck corre há 10 anos e não tem o típico corpo de corredora. E daí?!?! A própria editora da Women's Running disse que uma vez elogiaram o corpo dela "ela tem corpo de corredora" - só que na realidade, além de corredora, ela era anoréxica.
Acho que a gente precisa ser inundado de imagens diferentes, de tipos diferentes, de gostos diferentes em todas as áreas da nossa vida, simplesmente para quebrar algumas regras que foram embutidas na nossa mente de como as coisas devem ser, de como as pessoas devem ser. Apenas deixe as pessoas serem. E respeite.
Um beijo para a Caitlyn Jenner.
"Para as pessoas que se perguntam o que é isso: isso é sobre o que acontece a partir daqui. Não é só sobre uma pessoa. É sobre milhares de pessoas. É sobre nós aceitarmos uns aos outros." - Vale pra muita coisa, Caitlyn.
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segunda-feira, 20 de julho de 2015
Corrida Athenas - voa, gata!
Domingo foi dia de voltar às pistas na mesma prova que corri há algum tempo a Athenas, que antes se chamava Circuito e agora virou apenas Corrida. Algumas circunstâncias se repetiriam em 2015. Como em 2010, corri a segunda fase da prova, a mesma distância - 8 km - e de novo, foi um presente da firrrrma.
Comecei meio sem vontade. Aí rolou aquele pensamento de "ih, essa prova não vai fluir legal". Mas mesmo com o excesso de correrdores e o lindo sol de inverno batendo direto no olho a coisa rolou bem melhor do que eu esperava. Como sempre, calculei de ir leve no 1º km pra aumentar o pavê em seguida. A idéia era deixar a endorfina bater no km 4 (metade da prova) e então tacar o pau. Deu super certo. Endorfina, essa querida, veio exatamente na hora combinada. Apertei dos 4 aos 6 e depois tentei voar dos 7 aos 8. Sprint final veio ao som de You Could Be Mine. Bem a calhar.
A corrida Athenas tem 3 fases e a idéia é que você escolha aumentar a distância para evoluir. Nessa segunda fase as distâncias disponíveis eram 5, 8 e 16 km. São boas opções para todos os gostos.
Difícil foi chegar até a prova. Achei que sai de casa com um bom tempo de sobra, mas o local da prova é um pouco confuso. A largada é na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte Transamérica, aqui em SP. Mas a arena com as tendas e expositores é numa rua atrás. O estacionamento que encontrei ficava a cerca de 1 km de distância e como cheguei atrasada por causa do trânsito tive que correr um quilômetro a mais do que pretendia hehehehe.
Quando cheguei na Marginal, a largada já tinha sido dada. Mas tinha tanta gente que ninguém ligou muito e só consegui passar pela linha com mais de 10 minutos das 7 horas.
Comecei meio sem vontade. Aí rolou aquele pensamento de "ih, essa prova não vai fluir legal". Mas mesmo com o excesso de correrdores e o lindo sol de inverno batendo direto no olho a coisa rolou bem melhor do que eu esperava. Como sempre, calculei de ir leve no 1º km pra aumentar o pavê em seguida. A idéia era deixar a endorfina bater no km 4 (metade da prova) e então tacar o pau. Deu super certo. Endorfina, essa querida, veio exatamente na hora combinada. Apertei dos 4 aos 6 e depois tentei voar dos 7 aos 8. Sprint final veio ao som de You Could Be Mine. Bem a calhar.
Meus tempos têm melhorado porque, como venho tendo pouco tempo para treinar durante a semana, acabo fazendo treinos mais curtos e com mais velocidade. Estou me sentido a Usain Bolt. Dei um pau no gato nos metros finais e abri os braços na linha de chegada. Satisfeita e vermelha pimentão. To pegando gosto por essa coisa de correr até ficar sem fôlego... Dá até um medinho disso.
Esse foi o último dia em que os carros podiam correr a 90km/h na Marginal Pinheiros (a máxima permitida passou a ser 70 km/h). Decidi correr bem para me despedir em grande estilo. Aqui não vai ter redução de velocidade não!
Eu que tava acostumada e confortável nos 7'00" por km, agora quero mais... Ou melhor, quero menos.
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sábado, 6 de junho de 2015
O futuro é agora
Ontem pela primeira vez em cerca de 1 ano e meio nós fomos ao cinema.
Não importava muito o filme. O importante era a experiência de irmos juntos - eu e ele - e SOZINHOS.
Ele escolheu o filme (quase que aleatoriamente, eu supus) e fomos ver Tomorrowland.
Típico Disney, bem produzido, mensagem positiva, incentivando os sonhadores, uma sessão aventura bem feita.
E eis que hoje, depois de correr, comecei a juntar algumas idéias na cabeça.
Em certo ponto de Tomorrowland, um dos personagens explica que o seu futuro é construído agora.
Ou seja, não adianta deixar pra pensar no seu futuro no futuro. Porque aí já não vai adiantar mais.
Achei esse um incrível motivador pra quem diz querer uma vida saudável. Não dá pra começar amanhã. Não dá pra deixar pra segunda-feira. O seu futuro é o que você está fazendo agora.
Eu corro pra ter uma vida mais saudável e longa. Pra ver minhas filhas crescerem, pra ter disposição pra brincar com elas e com meus netos (quero ser avó).
Semana passada, nos EUA, uma velhinha de - pasmem - 92 anos! tornou-se a mulher maratonista mais velha do mundo. 92 correndo 42 km!!! Atualmente estou lendo o livro Correr do Drauzio Varella, outro que começou a correr aos 50 e aos 72 ainda corre maratonas!
Não sei se vou querer correr tanto por tanto tempo, mas se a corrida for um meio de esticar minha presença por aqui e de forma mais saudável e aproveitável. Que seja.
Como você está preparando o seu futuro agora? O meu começou nesse sábado com 6km e um intensivo de felicidade cuidando de duas mini-me.
sábado, 9 de maio de 2015
Seja um corredor, mas não morra tentando. Sério!
Fiquei em choque está semana com a notícia da morte do CEO da SurveyMonkey, Dave Goldberg, marido de Sheryl Sandberg, a executiva do Facebook famosa por escrever o livro Faça Acontecer.
http://www.people.com/article/sheryl-sandberg-husband-dies-treadmill-injuries
Aos 47 anos, ele foi encontrado morto, na sala de ginástica de um hotel no México com um ferimento na cabeça.
A causa da morte foi trauma na cabeça. Ele se acidentou enquanto corria na esteira.
O caso fez várias publicações de corrida lembrarem da necessidade de correr em segurança. Se for em ambiente fechado, a esteira precisa estar num espaço adequado e amplo, e com uma conexão elétrica segura para evitar curto-circuito.
Outro dia, fui correr na rua, num local por onde nunca tinha passado e me dei conta de várias medidas de segurança também para quem corre ao ar livre. A música - se você fizer mesmo questão - tem que ser a um volume mínimo pra você prestar atenção ao ruído externo e ficar alerta com carros, etc. Mas o melhor mesmo é nem usar fones. Num terreno novo, preste atenção ao piso. Nesse local onde corri próximo a Marginal Pinheiros, aqui em SP, a calçada era completamente quebrada e acidentada. Foi literalmente uma corrida de aventura. E a uma velocidade reduzida.
Na rua, corra contra o tráfego de veículos. E se for de noite, use sinalizadores de luz nas roupas e tênis.
Outro ponto relevante: informe alguém sobre onde você vai correr e quanto tempo pretende demorar.
E por último e obviamente importante: leve seu documento e se tiver convênio médico a sua carteirinha. Jamais corro na rua ou no parque sem eles.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
#BostonStrong: Boston é para os fortes
Era a primeira segunda-feira de uma semana profissional intensa e desafiadora. Estava assumindo interinamente naqueles próximos 5 dias, as entrevistas AO VIVO, do jornal onde trabalho. Nas pautas já agendadas, só para aquela segunda, já tínhamos ameaças nucleares da Coreia do Norte e julgamento do massacre do Carandiru. Para o resto da semana, debate sobre casamento gay e entrevista sobre vacina de hpv. Era muita coisa pra mim, encarar o vídeo assim, ao vivo, todo dia, tão intensamente.
Uma das minhas primeiras entrevistas ao vivo... dá pra notar o nervosismo?
Jamais podia imaginar que algo assim pudesse acontecer numa corrida de rua. Quem já foi, sabe. A corrida é lugar de descontração. Felicidade por completar um desafio. Alegria pela superação de um recorde, confraternização com pessoas que levam o mesmo estilo de vida que você é que têm a mesma paixão: correr.
E logo no primeiro dia daquela semana, a pauta já saiu do script, como sempre é no jornalismo.
Enquanto conversava ao vivo com a repórter que cobria o julgamento do Carandiru, vi com o canto do olho, no televisor que fica no estúdio, uma imagem confusa da linha de chegada de uma corrida.
Enquanto terminava a entrevista, checava no site o que estava acontecendo. "Explosão". "Boston". "Maratona".
Mas numa corrida? E uma corrida de segunda-feira? O que estava acontecendo? Um acidente? Gás?
Mas confirmou-se a pior hipótese: terrorismo. Mortos, feridos graves, cidade paralisada para a caça aos suspeitos, prisões espetaculares. E no fim, medo.
Uma das minhas primeiras entrevistas ao vivo... dá pra notar o nervosismo?
Jamais podia imaginar que algo assim pudesse acontecer numa corrida de rua. Quem já foi, sabe. A corrida é lugar de descontração. Felicidade por completar um desafio. Alegria pela superação de um recorde, confraternização com pessoas que levam o mesmo estilo de vida que você é que têm a mesma paixão: correr.
E a linha de chegada é ainda mais do que isso: é o lugar onde o corredor está no auge da sua endorfina, onde comemora o fim do desafio e em alguns casos recebe o apoio e o carinho de seus amigos e familiares.
Mas Boston é mais. Os corredores fizeram pulsar uma energia incrível de superação. Não, o medo não vai vender aqui na nossa pista, essa foi a mensagem que todos deixaram ali, depois daquela tragédia.
A maratona de Boston 2015 acontece nesta segunda-feira, 20/04, num dia bem gelado pelo que vejo na TV (a corrida está sendo exibida no canal Bandsports). Pra quem não sabe, ela é a principal maratona dos EUA (não é a de NY, não). É a segunda maratona mais antiga da história! A primeira edição foi em 1897.
Estar em Boston, correr em Boston é para poucos guerreiros e guerreiras. É para os fortes. Por isso o slogan que persistirá.
#BostonStrong
A maratona de Boston 2015 acontece nesta segunda-feira, 20/04, num dia bem gelado pelo que vejo na TV (a corrida está sendo exibida no canal Bandsports). Pra quem não sabe, ela é a principal maratona dos EUA (não é a de NY, não). É a segunda maratona mais antiga da história! A primeira edição foi em 1897.
Estar em Boston, correr em Boston é para poucos guerreiros e guerreiras. É para os fortes. Por isso o slogan que persistirá.
#BostonStrong
domingo, 19 de abril de 2015
Aos 16... aos 33.
Admitir sucessos nunca foi uma tarefa fácil.
Culpa em parte de uma infância e adolescência de baixa auto-estima. O quadro nunca foi grave. Nunca tive problemas sérios de peso, mas quando se tem 16 anos, qualquer celulite e estria parecem ser o atestado de que você nunca será uma pessoa bonita e/ou interessante no quesito visual.
E esse tipo de pensamento se infiltra em outras áreas da sua personalidade, família, relacionamentos, carreira, estética.
Ele faz parte de um processo que sempre me levou para o excesso de modéstia e humildade. Eu sei das minhas qualidades, sei das minhas conquistas, mas comemorá-las publicamente, até para efeito de um saudável marketing pessoal, nunca foi meu forte.
Mas conquistas existem, e merecem ser celebradas.
Aquela menina de 16 anos, que chorava no quarto por causa de uma estria, não imaginava que estaria 17 anos depois casada, com uma família linda, uma carreira e 21 km no currículo de corredora. (Até porque aquela menina nem pensava muito nessa história de corrida).
Mas enfim, Fast Foward, 2015, Duas filhas depois e cá estou eu correndo. Mais saudável e, felizmente, menos modesta. Pesando menos do que na adolescência correndo de tênis e sainha (!) e... olha que ironia, vestindo uma regata (de ótima qualidade) que eu comprei e tinha vergonha de usar aos 16 anos.
Culpa em parte de uma infância e adolescência de baixa auto-estima. O quadro nunca foi grave. Nunca tive problemas sérios de peso, mas quando se tem 16 anos, qualquer celulite e estria parecem ser o atestado de que você nunca será uma pessoa bonita e/ou interessante no quesito visual.
E esse tipo de pensamento se infiltra em outras áreas da sua personalidade, família, relacionamentos, carreira, estética.
Ele faz parte de um processo que sempre me levou para o excesso de modéstia e humildade. Eu sei das minhas qualidades, sei das minhas conquistas, mas comemorá-las publicamente, até para efeito de um saudável marketing pessoal, nunca foi meu forte.
Mas conquistas existem, e merecem ser celebradas.
Aquela menina de 16 anos, que chorava no quarto por causa de uma estria, não imaginava que estaria 17 anos depois casada, com uma família linda, uma carreira e 21 km no currículo de corredora. (Até porque aquela menina nem pensava muito nessa história de corrida).
Mas enfim, Fast Foward, 2015, Duas filhas depois e cá estou eu correndo. Mais saudável e, felizmente, menos modesta. Pesando menos do que na adolescência correndo de tênis e sainha (!) e... olha que ironia, vestindo uma regata (de ótima qualidade) que eu comprei e tinha vergonha de usar aos 16 anos.
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